31.5.06

'Agricultural Revolution' began in Israel up to 12,500 years ago

By JUDY SIEGEL-ITZKOVICH
http://www.jpost.com

Bar-Ilan University scientists have discovered evidence that humans domesticated plants 1,000 years earlier than had been previously thought. In an article published Wednesday in the prestigious journal Science, Prof. Mordechai Kislev, along with Anat Hartman and Ofer Bar-Yosef, report on the discovery of the oldest-known domesticated plants - figs - at Gilgal in the Jordan River valley.
The figs without fertile seeds found in Gilgal are the oldest domesticated plant ever found, evidence that Israel contributed significantly to the development - and perhaps even to the beginnings - of agriculture.
The article provides additional insight into the understanding of the Agricultural Revolution, they wrote, noting that humans apparently already knew how to plant choice trees at the beginning of the Neolithic period (which ended 7,500 years ago) and thus were able to increase their yield.
"As the agriculture of the domesticated fig expanded, branches were apparently transported to distant areas and were planted in order to obtain a yield of figs in the future, after several years. This was performed in addition to the sowing of wild grains - Tabor barley and wild oats. A large number of barley mutants is necessary in order to obtain good continuous yields, because in Israel's climate, several mutants are necessary due to the great differences in the amount and distribution of rain from year to year," they wrote.
Domestication of the fig, they wrote, seems to have been a separate phase, between the second stage (sowing wild cereals) and the third stage (sowing domesticated cereals). It was very easy to domesticate the fig, they wrote. "It is just planted, and yields are obtained after a few years."
Until recently, experts thought that the Agricultural Revolution - the transition from hunter-gathering to planned farming - occurred about 11,500 years ago, in the Near East. However, there has been disagreement on whether lentils and chickpeas were the first crops and whether they were first sown in southern Turkey, or if the first domesticated crop was barley planted in Israel. Now it appears that the fig came first.
The researchers found evidence of the sowing of wild cereals and planting of female wild figs 1,000 years earlier, during the final Natufian Period 12,500 years ago. The findings demand "new thinking about where agriculture began and about the pioneer plant, because the cereal and legume finds that were discovered to date in southern Turkey and Israel are not old enough, and agriculture of figs in Israel may have preceded agriculture in Turkey."
A century ago, in June 1906, Aaron Aaronsohn discovered wild wheat in a cranny in the vineyards of Rosh Pina in the Galilee. His discovery encouraged researchers to search Near Eastern archeological sites for botanical remains from prehistoric times and to conclude that the Agricultural Revolution took place in the region.
Bar-Ilan's botanical laboratory has researched the beginnings of agriculture in collaboration with the Faculty of Life Sciences, department of Land of Israel studies and archeology and Harvard University. They concluded that the carbonized figs discovered at Gilgal lacked fertile seeds because they had undergone a mutation. Such a mutation rarely occurs in wild fig trees, and without human assistance it of course disappears when the tree dies.

29.5.06

SHAVUOT

BOM DIA! Shavuót começa na quinta-feira à noite, 1 de junho, e tem dois dias de duração (a propósito, Yzkor é rezado no Shabat, 3 de junho). É o aniversário do recebimento da Torá pelo Povo Judeu, há 3.318 anos atrás no Monte Sinai. Saiba muito mais, clicando em www.aish.com/shavuot!

O que é Shavuót e Como é Celebrada?
A Torá chama Shavuót de ‘A Festividade das Semanas’ (Bamidbár 28:26). A própria palavra ‘Shavuót’ significa ‘semanas’ em hebraico. Isto refere-se às sete semanas que contamos desde o segundo dia de Pessach (quando uma oferenda de cevada era levada ao Templo Sagrado, em Jerusalém) até a Festa de Shavuót. É, também, um dos três Regalím (Pessach e Sucót são os outros dois), onde, na época em que o Beth HaMikdash, o Grande Templo Sagrado, ali estava erguido, cada homem na Terra de Israel tinha a obrigação de viajar para Jerusalém para celebrar esta festividade.
Shavuót é a celebração da outorga da Torá no Monte Sinai para todo o Povo Judeu. É uma época de dedicação e comprometimento ao estudo da Torá.
A Torá é o sangue vital do povo Judeu. Os nossos inimigos sempre souberam que quando nós Judeus paramos de estudar a Torá, a nossa assimilação é inevitável. Sem conhecimento não há comprometimento. Ninguém pode amar o que não conhece. Uma pessoa não pode fazer ou entender o que nunca aprendeu.
Um Judeu é ordenado a estudar Torá de dia e de noite e ensiná-la aos seus filhos. Se quisermos que as nossas famílias permaneçam Judias e que os nossos filhos se casem dentro da comunidade, então devemos integrar um programa de estudo de Torá nas nossas vidas e implementar estes ensinamentos no nosso lar e em nós mesmos. Uma pessoa pode dizer aos seus filhos qualquer coisa, mas somente quando eles vêem os seus pais a estudar e fazendo mitsvót, herdarão o amor em serem Judeus. Lembre-se : um pai somente deve ao seu filho três coisas: exemplo, exemplo e exemplo!
Shavuót é uma época propícia para a nossa re-dedicação à Torá e, particularmente, para o estudo da Torá. Como podemos utilizar esta oportunidade para crescer e fortalecer a nossa identidade como Judeus? Da mesma forma que uma pessoa engatinha antes de andar e anda antes de correr, o mesmo se dá com as mitsvót (preceitos). A pessoa deve escolher mais uma mitsvá, fazê-la bem e depois construir a sua própria estrutura sobre ela. Eis aqui algumas sugestões:
1. Ouça alguma k7 ou CD sobre temas judaicos ou compareça a uma aula sobre qualquer assunto da Torá a cada mês, pelos próximos três meses. Ou compre uma cópia do Pirkei Avót (Ética dos Pais) e leia uma página por dia. É uma dose concentrada de sabedoria sobre a vida.
2. Assegure-se que você tem uma mezuzá casher ao menos na porta de entrada da sua casa. (O lar Judeu deve ter mezuzót nas portas de todos os recintos, excepto o wc). Aprenda sobre o profundo significado da mezuzá e reflita sobre ele quando olhar para cada mezuzá.
3. Escolha algum alimento não casher e não o coma -- apenas porque você é Judeu (Judia).
4. Fale o Shemá Israel e os três parágrafos seguintes pelo menos uma vez por dia. Aprenda o significado das palavras e as idéias nelas incluídas. Isto mudará as suas atitudes. Procure um Sidur com tradução (disponível na maioria das sinagogas).
5. Faça um Shabat especial: ascenda duas velas, com a sua respectiva bênção, antes do pôr-do-sol. Faça, também, uma refeição familiar de Shabat na sexta-feira à noite, com o Kidush, Netilat Yadáim (lavagem ritual das mãos, vertendo água 3 vezes em cada mão) e HaMotzí (a benção antes de comer Halá).
6. Leia a porção semanal da Torá -- isto o manterá conectado e o colocará num atalho para o seu crescimento!
Em Shavuót existe o costume de passarmos a noite inteira acordados, estudando Torá. Virtualmente todas as sinagogas e Yeshivót têm estudos programados durante a noite, concluindo com a oração matinal de Sharrarit. A razão: na manhã em que o Povo Judeu iria receber a Torá, no Monte Sinai, eles dormiram. Nós, agora, podemos rectificar a tendência de entregarmo-nos aos nossos instintos, demonstrando a nossa resolução ao permanecermos acordados toda esta noite. É uma experiência fascinante para compartilharmos com os nossos filhos. Procure uma sinagoga com programação para Shavuót e desfrute esta noite especial!

26.5.06

Pensamento da Semana

“Educação não significa ensinar às pessoas a saberem o que não sabiam.
Significa ensiná-las a comportarem-se como não se comportavam”
(J. Ruskin – Inglaterra, século 19)

Porção Semanal da Torá: Bamidbár

Bamidbár (Números) 1:1 - 4:20

No segundo ano de viagem pelo deserto, Moshe e Aharon foram ordenados pelo Todo-Poderoso a contar todos os homens entre 20 e 60 anos de idade. Havia 603.550 homens disponíveis para o serviço militar. A tribo de Levi foi isentada devido às suas obrigações especiais como líderes religiosos (talvez esta seja a origem de muitos países concederem certas vantagens ao clero). Foram contados os membros da tribo de Levi a partir dos 30 dias de idade.
Foram designados os locais para cada uma das 12 tribos em volta do Santuário Portátil (três de cada lado), que deveria ser a mesma formação de como deveriam viajar ou acampar.
Os 22.300 Levitas foram ordenados a servir no Santuário. A família de Guershon deveria transportar as coberturas do Santuário. A família de Kehat carregava a Arca, a Mesa, a Menorá e os Altares. A família de Merarí transportava as tábuas, os pilares e demais partes da estrutura.

Dvar Torá: baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin
A Torá declara: “E Moshe contou-os (os Levitas) de acordo com as palavras de D'us, como Ele o ordenou (Bamidbár 3:16)”.
Rashi, o Rabino Shelomo Yitzchaki, que viveu na França no século XI, considerado um dos maiores comentaristas bíblicos, cita um Midrásh (uma coletânea de explicações sobre a Torá) que diz que, uma vez que os Levitas deveriam ser contados a partir da idade de 30 dias, Moshe perguntou a D'us: “Como posso entrar na privacidade das tendas das pessoas para saber quantas crianças há em cada família?” O Todo-Poderoso lhe respondeu: “Faça o que estou lhe pedindo e Eu tomo conta do restante”. Aí, então, ao passar Moshe pela frente de cada tenda, uma voz Divina anunciava o número de pessoas que ali viviam.
O Rabino Haim Shmuelevitz (1902-1978), o antigo diretor da Yeshivá de Mir, em Jerusalém, costumava frisar a importância dos princípios de Derech Erets (comportamento apropriado). Embora Moshe tivesse recebido a ordem de contar o Povo, ele sentiu que não era correto invadir a privacidade do lar das pessoas. Portanto, D'us arrumou um método sobrenatural de como contar os Levitas.
A privacidade de uma pessoa é uma necessidade emocional muito importante. Mesmo que uma pessoa não esteja fazendo nada de errado, ela não deseja que outros bisbilhotem seus assuntos particulares para satisfazer sua curiosidade. Mesmo Moshe, o líder do Povo Judeu, deixou de entrar nos lares das outras pessoas ao sentir que isto lhes causaria desconforto ou constrangimento. Esta é uma grande lição: Não permitamos que nossa curiosidade cause qualquer tipo de sofrimento aos demais!

21.5.06

Dez Passos para a Grandeza

BOM DIA! Quando comecei a estudar numa Yeshivá, em1973, com 23 anos, havia muito poucos livros disponíveis para um Judeu não religioso que queria aprender sobre a sua herança Judaica. Um dos mais prolíficos escritores que escreveu sobre a História Judaica, questões sobre ciência e Torá, crescimento pessoal – entre muitos outros tópicos – foi o Rabino Avigdor Miller, de abençoada memória (EUA, 1908-2001 – www.jewsformorality.org/aaaw076.htm). Os seus livros tiveram um profundo impacto na minha vida. Ele escreveu (em inglês) dezenas de livros (disponíveis no site www.eichlers.com/details.cfm?Group_ID=488&Product_ID=1305) e há também mais de 2.000 K7 com palestras proferidas durante os anos.
Recentemente li o livro “TEN STEPS TO GREATNESS” (Dez Passos para a Grandeza) e pensei que você, querido(a) leitor(a), acharia instrutivo. O Rabino Miller era um gigante em Torá e um grande perito na cultura secular:

PASSO UM: Invista pelo menos 30 segundos a cada dia pensando no MUNDO VINDOURO (Olam HaBá) e que estamos neste mundo apenas como uma preparação para o Mundo Vindouro. Este é o propósito das nossas vidas.
PASSO DOIS: Passe alguns segundos todos os dias num local privado e diga para o Todo-Poderoso: “Gosto muito do Senhor, D'us”. Ao fazermos isto, estaremos cumprindo um mandamento positivo da Torá, alem de acender uma chama nos nossos corações e de ter um efeito poderoso no nosso caracter, pois os nossos actos exteriores estimulam o nosso interior. D'us está sempre ouvindo-nos e nos ama muito mais do que nós O amamos.
PASSO TRES: Diariamente, faça pelo menos um acto de bondade sem que ninguém o saiba, em segredo. Ao fazê-lo, tenha em mente que está fazendo isto para evoluir no seu programa de crescimento pessoal. A prática de actos de bondade – Guemilut Hassadim – é uma das três mais importantes funções possíveis neste mundo. Por exemplo: Se a sua esposa não está na cozinha, lave alguns pratos ou arrume alguma coisa sem que ela o saiba. Se você vir alguma coisa potencialmente perigosa na calçada, tire-a para um lado, para que ninguém se aleije.
PASSO QUATRO: Diariamente, encoraje alguém. Como diz o versículo: “O Todo-Poderoso encoraja os humildes”. Cartas anônimas com palavras inspiradoras e com elogios podem gerar um grande beneficio ao encorajar o seu receptor. E não se esqueça de lembrar que está fazendo isto para evoluir no seu programa de crescimento pessoal.
PASSO CINCO: Invista um minuto por dia pensando sobre o que aconteceu ontem. Todos precisam de ter em mente o que fazem com as suas vidas, e a melhor maneira é revisar as acções de ontem, diariamente.
PASSO SEIS: Oriente todas as suas atitudes para que tenham também um objectivo espiritual. Fale uma vez por dia: “Estou fazendo isto para ter mais consciência do Criador!”
PASSO SETE: Esteja ciente do princípio: “O homem e a mulher foram criados à imagem de D'us”. Todo o rosto humano é um reflexo do Todo-Poderoso. As nossas faces são como uma tela e as nossas almas como um projector que projecta a glória da alma humana, que tem em si a grandeza do Todo-Poderoso. Uma vez por dia, escolha uma face e pense: “Estou vendo a imagem do Todo-Poderoso”. Começaremos, então, a entender a nobreza infinita de um rosto.
PASSO OITO: Uma vez por dia, presenteie alguém com um sorriso. Da mesma maneira que o Todo-Poderoso tem um semblante sorridente para connosco, devemos sorrir para os demais. Motivos para isto? Sorria porque D'us gosta de si, mesmo que não o percebamos. Ao sorrir, tenhamos a intenção de que o estamos a fazer com o propósito de nos aproximar do Todo-Poderoso através dos Dez Passos para a Grandeza.
PASSO NOVE: Como consta logo no início da Torá, “O Todo-Poderoso cobriu aqueles (Adão e Eva) que estavam nus”. As vestimentas são um sinal da nobreza do ser humano. O ser humano é único: temos livre arbítrio, temos uma alma e fomos criados à imagem de D'us. Mesmo os anjos estão abaixo do ser humano em termos de grandeza. Para demonstrar a superioridade do ser humano, precisamos andar vestidos. Passe 30 segundos por dia, de manhã, pensando na importância das nossas roupas: elas são uma dádiva do Todo-Poderoso.
PASSO DEZ: Passe alguns momentos de cada dia pensando sobre a antiga Jerusalém durante a época do Templo Sagrado. Diariamente, antes de dormir, sente-se no chão por um segundo e lamente a destruição de Jerusalém. Pense no versículo: “Se esquecer Jerusalém, que o meu braço direito esqueça como funcionar (Salmo 137:5)”.
O Rei Salomão já nos ensinou: “Uma pessoa sábia agarra todas as oportunidades de praticar Mitsvót (os mandamentos de D'us)”. Já a pessoa preguiçosa diz: “Algum dia, farei”. Se começarmos este programa hoje, talvez depois de 30 dias estejamos cansados. Então aguarde 6 meses até começar novamente. Faça por mais 30 dias e aguarde 5 meses, e assim por diante. Depois de algum tempo, acabaremos conseguindo fazê-lo directo. Mas lembre-se: se o fizer mesmo por um único dia, você já é uma pessoa extraordinária!

19.5.06

Pensamento da Semana

“Ao ficar tentado em responder ao fogo com fogo, lembre-se que os bombeiros geralmente utilizam água!”

Porção Semanal da Torá: Behár- Behukotái

Vaikrá (Levíticus) 25:1-27:34

Behár inicia com as leis da Shemitá, o ano sabático, onde o povo Judeu é ordenado a não plantar os seus campos ou cuidar dele no sétimo ano. Cada 50o ano é o Yovel, o ano do Jubileu, onde as actividades agrícolas também são proibidas. Estes dois mandamentos fazem parte de uma das sete categorias de evidências de que D'us deu a Torá. Se a idéia era dar descanso à terra, então que não se plantasse um sétimo da terra a cada ano. Para alguém ordenar a uma sociedade agrária parar completamente o cultivo a cada sete anos, deve ser D'us ou um meshuguenê (louco).
Também estão incluídos nesta porção os assuntos: redimir um terreno que foi vendido, apoiar outro Judeu quando os seus meios de sustento econômico estiverem com problemas, não cobrar juros de um Judeu, as leis sobre serventes escravizados. A porção encerra-se com a admoestação de não fazer ídolos, de cumprir o Shabat e de reverenciar o Santuário.
A segunda porção desta semana, Behukotái, contém a Tohahá, palavras de advertência. “Se você não Me ouvir e não cumprir todos estes mandamentos...” Há ali sete séries de sete punições. Entenda que D'us não pune somente por punir: Ele quer a nossa atenção para que façamos a nossa introspecção e meditemos, que reconheçamos os nossos erros e corrijamos os nossos caminhos. D'us não deseja nos destruir ou anular o Seu pacto connosco. Ele quer evitar que nos tornemos tão assimilados e que desapareçamos como uma nação. Eu enfaticamente lhes recomendo a leitura dos versículos em Vaikrá (Levíticus) 26:14 até 45 e em Devarim (Deuteronômio) 28.

Dvar Torá: baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin
A Torá, nesta Porção Semanal, relata-nos as graves conseqüências das nossas eventuais más atitudes. O trecho inicia-se com: “Se vocês rejeitarem os meus estatutos... (Vaikrá 26:15)”.
É interessante que em muitas sinagogas esta Porção Semanal é lida em voz baixa e frequentemente bem rápido.
O Hafêts Haim, Rabino Ysrael Meir Kagan (Polônia, 1839-1933), um dos maiores sábios da geração passada, fez uma analogia desta leitura ‘expressa’ com alguém que tinha que viajar por uma trilha perigosa. O caminho passava por uma montanha muito alta e a trilha era extremamente estreita, sendo muito fácil escorregar e ser ferido. O que fez este sujeito? Decidiu colocar uma venda nos olhos, pois tinha muito medo de olhar por onde caminhava! Qualquer pessoa com inteligência perceberia que este sujeito entrou num perigo maior ainda por estar alheio à verdadeira situação.
O mesmo se dá em relação a nos comportarmos de maneira apropriada. Ao percebermos as conseqüências de possíveis más atitudes e decidirmos praticar o bem, seremos mais sabios no nosso comportamento, com ganhos enormes.

18.5.06

Irão Quer Que os Judeus Sejam os Primeiros a Padecerem

Quando algo acontece pela primeira vez em 1.871 anos, é realmente notável. No ano 70 a.E.C. e, novamente, no ano 135 d.E.C., o Império Romano derrubou os levantes judaicos na Judéia, destruindo Jerusalém, matando centenas de milhares de judeus e enviando outras centenas de milhares deles para o exílio ou fazendo-os de escravos. Por cerca de dois milênios, os judeus vagaram pelo mundo. E agora, em 2006, pela primeira vez desde então, há novamente mais judeus vivendo em Israel – o estado sucessor da antiga Judéia – do que em qualquer outro lugar na Terra.
A população judaica de Israel acaba de ultrapassar os 5.6 milhões de habitantes. A população judaica dos EUA era de cerca de 5.5 milhões em 1990, caiu para aproximadamente 5.2 milhões 10 anos depois e encontra-se em um rápido declínio que, em função dos baixos índices de fertilidade e os altos níveis de assimilação, deve baixar esse número para a metade em meados deste século.
Quando 6 milhões de judeus europeus foram assassinados no Holocausto, permaneceram apenas dois centros principais de vida judaica: os EUA e Israel. Este sistema de estrelas binárias continua existindo hoje, mas um ponto culminante acaba de ser alcançado. A cada ano, enquanto a população judaica continua a crescer em Israel e a decrescer nos EUA (e no restante da Diáspora), Israel se torna cada vez mais, o centro do mundo judaico.
Uma reintegração épica, e uma das mais improváveis. Consideremos apenas um dos mais notáveis feitos desse retorno: o Hebraico é a única língua “morta” de toda a história documentada que foi trazida de volta ao uso cotidiano como a língua viva de uma nação. Mas há um preço e um perigo para essa transformação. Ela altera radicalmente as perspectivas de sobrevivência judaica.
Durante 2.000 anos, os judeus encontraram proteção justamente na dispersão – não proteção para comunidades de indivíduos, as quais eram rotineiramente perseguidas e massacradas, mas proteção para o povo judeu como um todo. Dizimados aqui, eles podiam sobreviver ali. Podiam ser perseguidos na Espanha e encontrar refúgio em Constantinopla. Podiam ser massacrados em Rheineland, durante as Cruzadas, ou na Ucrânia, durante a Insurreição Khmelnytsky de 1648-49, e ainda sobreviverem em outras partes da Europa.
Hitler pôs um fim a essa ilusão. Ele demonstrou que o anti-semitismo moderno, junto com a tecnologia moderna – estradas de ferro, burocratas disciplinados, câmaras de gás que matavam em escala industrial –, poderia reagrupar um povo disperso e “concentrá-los” para sua completa aniquilação.
A fundação de Israel foi uma declaração judaica àquele mundo que havia permitido que o Holocausto acontecesse – depois que Hitler deixou perfeitamente claras suas intenções – de que os judeus doravante lançariam mão de sua auto-proteção e sua auto-confiança. E assim o fizeram, construindo um exército judeu, o primeiro em 2.000 anos, que venceu em três grandes guerras de sobrevivência (1948-49, 1967 e 1973).
Mas, numa cruel ironia histórica, a concretização disto demandou a concentração da população judaica – colocar de volta todos os ovos na mesma cesta, um minúsculo território árido na costa do Mediterrâneo, com oito milhas de largura em sua parte mais estreita. Um alvo tentador para aqueles que quisessem finalizar o trabalho de Hitler.
Seus sucessores agora moram em Teerã. O mundo prestou bastante atenção à declaração do presidente Mahmoud Ahmadinejad de que Israel tem que ser destruído. Menor atenção dedicou-se aos pronunciamentos dos líderes iranianos sobre exatamente como Israel seria destruído “através de um único ataque”, como prometeu Ahmadinejad.
O ex-presidente Hashemi Rafsanjani, supostamente o “moderado” dessa gangue, explicou que “o lançamento de uma bomba nuclear sobre Israel não deixará nada sobre o solo, ao passo que isso causará apenas algum dano ao mundo islâmico”. A lógica é impecável, a intenção é cristalina: um ataque nuclear efetivamente destruiria o pequeno Estado de Israel, enquanto qualquer retaliação tentada por um Israel moribundo não teria maiores efeitos sobre uma civilização islâmica de um bilhão de pessoas, que se estende desde a Mauritânia até a Indonésia.
Enquanto se move rapidamente para obter armas nucleares, o Irã deixar claro que se houver qualquer problema, os judeus serão os primeiros a padecerem. “Nós já anunciamos que, em qualquer lugar (no Irã) que os EUA façam qualquer brincadeira de mau gosto, nosso primeiro alvo será Israel”, disse o Gal. Mohammad Ebrahim Dehghani, um alto comandante das Guardas Revolucionárias. Hitler foi apenas um pouco mais direto quando anunciou, sete meses antes de invadir a Polônia, que, se houvesse outra guerra, “o resultado [seria]... o extermínio da raça judaica na Europa.”
Na semana passada, Bernard Lewis, deão norte-americano em estudos islâmicos, que acaba de completar 90 anos de idade e se lembra muito bem do século XX, confessou que pela primeira vez ele se sente como se estivesse de novo em 1938. Não foi preciso acrescentar que, em 1938, frente a uma tempestade anunciada – por um inimigo fanático, agressivo, abertamente declarado do Ocidente, e, ainda mais determinadamente, dos judeus – o mundo não fez absolutamente nada.
Quando os mulás do Irã conseguirem seu cobiçado arsenal nuclear, o que irá ocorrer ao longo dos próximos poucos anos, o número de judeus em Israel estará quase chegando a 6 milhões. Nunca mais?

Escrito por: Charles Krauthammer.
Publicado no The Washington Post (06/05).
Tradução: Gisella Gonçalves
Publicado no site em: 11/05/2006

17.5.06

No Egipto, as faces ocultas do Sinai não escondem mais a revolta

'Três cidades balneárias da parte egípcia do Sinai, ao sul de Israel, foram alvos de atentados recentes. Muitos apontam para a Al Qaeda, mas estes podem ter sido cometidos por grupos locais de beduínos, numa área que sofre repressão do governo egípcio, onde a população está cada vez mais revoltada.

Cécile Hennion enviada especial a El-Arich, Sinai do Norte, Egipto

Um centro turístico mundialmente procurado e um local de veraneio até recentemente privilegiado pelos israelenses, teria o Sinai se tornado um baluarte da jihad, a "guerra santa" islâmica? Para o Estado judeu, esta é daqui para frente uma certeza, e os seus súditos vêm sendo fortemente dissuadidos de desfrutar suas férias neste lugar. Os atentados de Dahab - 23 mortos em 24 de abril -, que foram precedidos por aqueles de Taba - 34 mortos em 7 de outubro de 2004 -, e de Charm el-Cheikh - ao menos 70 mortos em 23 de julho de 2005 - parecem ser praticamente idênticos aos da Al QaedaEm cada um deles, três carros explodiram simultaneamente. Em dezembro de 2005, o comando israelense encarregado da luta contra o terrorismo explicitou sua posição: "O Sinai é uma região onde atuam três tipos de organizações terroristas: células da Al Qaeda, células vinculadas a organizações palestinas e células locais de islâmicos egípcios que recrutam seus membros entre beduínos do Sinai".A península egípcia possui um tipo de relevo ideal para todas as atividades ilegais: montanhas de cumes vertiginosos, desfiladeiros e penhascos, grutas e vales profundos. Muitos foram os viajantes que se apaixonaram por essas paisagens lunares. "O palco das grandes cenas descritas no Êxodo", escreveu (o romancista francês) Alexandre Dumas em 1830. "Diante desta natureza muda, nua e desolada, onde nenhuma vegetação consegue brotar entre as rochas estéreis, os israelitas tiveram de entender que eles não poderiam contar com nenhuma ajuda a não ser do céu, e nenhuma esperança para nutrir a não ser em Deus".Até hoje, nessas terras ingratas, Deus continua sendo a principal esperança dos habitantes, dos beduínos que, na sua maioria, se tornaram sedentários. Para o governo egípcio, está fora de questão tolerar a presença da Al Qaeda aqui, mesmo se ele acaba de reconhecer a presença de jihadistas no Sinai. Os atentados são obras "de bandos de beduínos terroristas" que precisam ser erradicados.O general egípcio Yehya Agami é um profundo conhecedor da região. Em 1973, ele dirigia uma unidade de elite e se gaba até hoje de ter matado o último israelense no Sinai, meia-hora antes do cessar fogo. "Os beduínos não são confiáveis", afirma. Segundo o clichê, eles nada mais são que bandidos, corruptíveis à vontade. "Em 1973, o comando me pedira para incorporar dois deles ao meu regimento, por serem supostamente 'de confiança'", conta o general. "Eles me pediram para esperar por eles por dez minutos. Até hoje estou esperando! Antes que o Estado retire as minas e limpe o Sinai", prossegue, "os beduínos armazenaram armas e explosivos. Eles são desconfiados".O Sinai conserva até hoje as cicatrizes das guerras entre Israel e o Egito de 1967 e 1973, e ainda da ocupação israelense que durou até 1982. Nele, os despojos de cinco soldados egípcios, mortos em 1967, ainda foram encontrados em 2005. Além disso, as beduínas ainda se lembram de ter estendido sua roupa por muito tempo entre os canhões enferrujados de tanques abandonados."Quando eles enfrentam problemas", prossegue o general, "eles sabem como passar a fronteira para se refugiar em Israel. Os chefes das tribos, por sua vez, procuram cultivar boas relações com o governo egípcio e podem ser considerados como agentes do Cairo. Essa gente, que quer apenas viver na tranqüilidade, é capaz de qualquer coisa por um pouco de dinheiro. A sua situação econômica, deplorável, baseia-se em parte na cultura das drogas".Em todo caso, Mohamed Abou Manoum, o xeique de Bir Lehfen, é a prova viva de que a cultura beduína permanece forte. Proprietário da maior casa da aldeia, o homem dorme do lado de fora, em frente à sua porta, apesar das noites glaciais. O velho Wafi, por sua vez, pertence à tribo dos 4.000 beduínos que permaneceram nômades. A sua "casa de cabelos" é uma barraca de pele de carneiro, coberta por plantas peludas. Desde que "a vida se tornou cara demais", ele vendeu seus dromedários e sobrevive da criação de cabras. Ao recordar-se das camelas, o seu rosto burilado se ilumina: "Quando colhido ainda morno, na mama, o seu leite é um néctar delicioso que torna qualquer um muito forte. Os que o bebem podem rasgar um ser humano com as suas próprias mãos! Certa vez, vinte anos atrás", prossegue, "alguns estrangeiros me pediram leite de camela. Os pobres ignorantes! Eu só tinha macho!""O ganha-pão é da conta de Deus", filosofa Aid Attiya. Originário de Nuweba, este homem, com as suas pálpebras escurecidas de khol (cosmético), parece ter bem mais do que seus 65 anos. Desde os atentados de Taba e de Charm el-Cheikh, a renda dos beduínos do Sul - os safáris turísticos - periclitou: hoje é preciso obter uma autorização prévia da polícia, enfrentar a multiplicação das barragens nas estradas, e acomodar-se com a proibição de dormir no deserto. "Um drama econômico", suspira o idoso, "mas nós temos os nossos macetes para fazer entrar quem nós queremos, durante o tempo que nós queremos". Inclusive jihadistas? É possível. A operação não é nem um pouco complicada.Temos um encontro marcado numa estrada, antes de uma barragem de polícia. Três dromedários estão aguardando por nós. Uma curta noite foi suficiente para a tribo organizar uma caravana para nós, a qual inclui até mesmo um "chef" de cozinha. Ao ser indagado sobre certa fonte de renda mais rentável, ligada às culturas ilícitas, Aid entra em pânico: "Se eu levar vocês até lá, os cultivadores me matarão, matarão vocês e espalharão nossas cinzas no deserto! De qualquer forma, aposto um bilhão de dólares que vocês não encontrarão um pé de bango [maconha] sequer a dezenas de quilômetros nos arredores". Uma aposta perdida de antemão.Em Dahab, uma cidade balneária freqüentada pelos "hippies-tecno", o bango é negociado em todas as esquinas. Ele é cultivado nos wadis encaixados (vale no fundo de um cânion), onde a polícia promove regularmente operações de erradicação. O general Ahmed Fouly, um antigo guarda-costas do presidente Anuar Al-Sadat (1918-1981), jamais se esquecerá da sua turnê junto com a brigada anti-drogas, em 1996. "Os campos eram situados no meio do nada", conta ele, erguendo uma foto dele, sorridente, posando no meio de uma plantação de papoulas. "Apenas os helicópteros têm acesso a esses lugares". O sucesso não é garantido. Em 24 de novembro de 2004, um helicóptero da brigada teria sido abatido a tiros no monte Lebni.Os beduínos sabem onde estão esses campos mas, para manter a paz entre tribos, os fora-da-lei são ignorados. Muitos fumam e vendem maconha, mas ninguém se arrisca a mexer com os chefões das montanhas. Levar um estrangeiro para mostrar-lhe as culturas é um ato passível da pena de morte.Isolados nos seus vales encaixados, os cultivadores alimentam-se, entre outros, de cegonhas. As numerosas cabeças de pássaro espalhadas pelo chão comprovam que a sua pontaria é precisa. Aid Attiya acabará concordando em nos mostrar, de longe, campos em contrabaixo do Wadi Watir. É claro, também se aproveitam dessas zonas incontroláveis os traficantes de armas e de mulheres imigrantes, chinesas ou russas, que "passaram" de Israel para o Egito com ajuda de outros beduínos nômades, através do deserto do Neguev.O fuzil pertence à cultura tribal. Três anos atrás, a agressão de uma mulher da tribo Azazma por membros da tribo Taíha provocou várias mortes e a fuga dos Azazma para Israel. Nakhil, no coração do Sinai, conta 5.000 habitantes e dois motoristas de táxi: Hassan e Akram. Por alguma razão, da qual ninguém se lembra mais, esses dois alimentam um pelo outro um ódio mortal. Hassan nunca anda com o seu táxi sem os seus três filhos e seu fuzil. Nos vales dos arredores ressoam regularmente disparos de armas.O único hotel de Nakhil, o Charq al-Awsat, é reservado a uma clientelaespecial: príncipes árabes e outros riquíssimos do Golfo vêm até aqui para caçar a raposa, a gazela, a lebre e até mesmo a coruja. É também aqui que foram desmanteladas duas células islâmicas que freqüentavam a mesquita Tawahid. "A presença de salafistas [seita islâmica fundamentalista] é inegável", reconhece o general Agami. "Eles se escondem no inexpugnável 'djebel' [área montanhosa] de Halal e em Maghara. São árabes de El-Arich que os beduínos ajudam em troca de dinheiro".Segundo Achraf Ayoub, um candidato derrotado do partido Tagammou (esquerda de tendência marxista) nas mais recentes eleições legislativas, "esses grupos aproveitaram-se da situação na Palestina, no início da segunda Intifada. Sob o pretexto de prestar apoio aos palestinos, eles foram difundindo pregações cada vez mais radicais. O salafismo propagou-se na cidade". Um grupo com o qual esta reportagem entrou em contato se recusará a falar a esse respeito.El-Arich, uma cidade mercantil de 100.000 habitantes na ribanceira do mar Mediterrâneo, é a capital do Sinai do Norte. Situada perto de Rafah, a cidade que faz fronteira com Gaza, ela possui uma identidade mais otomana do que egípcia. Muitas das famílias ali instaladas reivindicam antepassados turcos e bósnios. Nela, os palestinos, refugiados de 1948, são numerosos. Os outros reivindicam a nacionalidade egípcia. Em 1968, no momento em que o general israelense Moshé Dayan (1915-1981) lhes "oferecia" a independência, o xeique Salem Al-Herch lhe teria respondido: "Vocês são ocupantes, vocês não possuem nem um grão de areia sequer do Sinai. Esta terra é egípcia".Hoje, segundo Achraf Ayoub, o governo trata a península "de maneira racista": "Nós nos recusamos a ser os Curdos do Egito! [O presidente] Moubarak tirou proveito do Sul, nele construindo hotéis e palácios, principalmente em Charm el-Cheikh. Mas ele submete o Norte à discriminação. A densidade da população não é superior a 2 habitantes por quilômetro quadrado, mas o desemprego atinge entre 25% e 30% dentre nós. Nós não temos o direito de possuir nossas terras. O Sinai e os seus poços pertencem ao governo. Não existe uma única universidade sequer. Nós estamos desprovidos de tudo, inclusive do maisimportante: a água".A península vem sendo assolada pela seca já faz 12 anos. El-Arich só recebe água potável durante uma hora por dia. No resto do tempo, a água é salgada. Na entrada do bairro de Sagha, uma mangueira sai da parede da loja do sapateiro e permanece dependurada. Hagg Idriss fica vigiando ali durante o dia inteiro: quando gotas começam a sair do cano, alerta geral: "Tragam todos suas vasilhas! Tragam todos suas vasilhas!", grita."Nós vivemos assim como animais", vocifera. "Os nossos filhos se lavam com um copinho. Na mesquita, não há água para as nossas abluções. A mangueira pode permanecer seca por duas semanas". Segundo o doutor Mamdouh Gouda, um médico que atua no maior hospital do Sinai, "O número de doentes no Sinai do Norte é duas vezes maior do que em qualquer outro lugar do país. Os bebês nascem doentes. 70% dos meus pacientes sofrem de cálculos e de insuficiência renal. Isso exige tratamentos fortes, incompatíveis com as gravidezes. Eu fui obrigado a prescrever abortos - um drama em nossa sociedade".As frustrações da população de El-Arich acabaram se transformando em cólera contra a menina dos olhos da economia egípcia, a Sinai Ciment, construída a 60 km de lá. Esta usina ultra-moderno de cimento emprega 3.500 pessoas - todas vindas do continente - e dispõe do seu próprio sistema de água potável ao qual Bagdad, o vilarejo ao lado, não tem direito."Nós somos construtores de paz", declara Hassan Rateb, o patrão-acionista (15%), que também vem a ser um grande amigo de Gamal Moubarak, o filho do presidente. "Nós queremos criar uma vida nobre no Sinai, desenvolvendo-o". Hassan Rateb é também proprietário de Sama El-Arich, uma região de vocação turística. Ele promete construir uma universidade. Em El-Arich, ninguém acredita nisso. A fábrica é acusada de vender seu cimento branco para Israel, o que o seu proprietário nega.Desde os atentados de Taba, a cólera exacerbou-se e alveja o governo. Em El-Arich e em Nakhil, as forças de polícia prenderam 3.500 pessoas, deixando as famílias por vários meses sem notícias dos seus parentes. Os interrogatórios e as torturas - em presença da CIA, segundo uma fonte dos serviços de segurança do Sinai - são descritos em todo o seu horror, nos menores detalhes, pelas inúmeras testemunhas que foram libertadas."Os atentados de Taba talvez tenham sido perpetrados por islâmicos", estima o general Fouly. "O fenômeno foi alimentado por todas essas prisões que envergonham o nosso país e multiplicam os inimigos do regime. Os beduínos não suportam que alguém toque nas suas mulheres. Ora, muitas dentre elas foram maltratadas. A polícia deveria ter negociado com os chefes das tribos que, somente eles, exercem um poder sobre os beduínos".Depois dos atentados de Charm el-Cheikh, as prisões recrudesceram, provocando um profundo traumatismo e manifestações maciças. A réplica foi severa. Por ocasião das eleições legislativas, em 7 de dezembro, El-Arich foi cercada, atacada com bombas de gás lacrimogêneo e por blindados. "As pessoas ficaram apavoradas", explica Achraf Ayoub. "Eles não viam tais coisas desde a guerra. El-Arich tornou-se um quartel".Abdel Rahman Chourbagui, um candidato dos Irmãos Muçulmanos (movimento islâmico entre moderado e radical), conta que o seu filho de 17 anos "foi interrogado durante dez dias, embora ele seja surdo e mudo! Raed Mallouh, um dos meus simpatizantes", prossegue, "foi torturado com eletricidade. Onde foram fabricados esses aparelhos de tortura? Por que a CIA participa dos interrogatórios? Por que o Egito aceita uma tal ingerência?""Desde os acordos de Camp David [1979]", deplora Achraf Ayoub, "o Sinai vem evoluindo ao sabor da vontade dos israelenses. No fundo, Israel ganhou a guerra, e o Sinai ainda não foi liberado". A cólera e o espírito de vingança rugem.No antigo "souk" (mercado) turístico de Charm el-Cheikh, um operário observa a fachada do centro comercial, que foi reduzido a migalhas no verão passado e hoje está novinho em folha. Vários dos seus colegas morreram durante a explosão. Contudo, resmunga ele, "eu gostaria muito de que alguém o faça explodir novamente". Por quê? "Porque nele eu trampo feito escravo por um salário de merda".

Fonte: Le Monde
Artigo gentilmente enviado por Dalton C. Rocha

15.5.06

Hamas convoca combatentes em todo o mundo

Desde a subida do Hamas ao poder "não" temos visto o noticiário correcto das acções no Médio Oriente, como por exemplo na imprensa brasileira. Não sei por que está havendo uma óbvia sonegação da informação verdadeira: uma opção editorial em não informar. Como as fontes internacionais, para mim, ou para as grandes redes são exactamente as mesmas, é muito simples saber o que é publicado e o que não é.
1) Ainda ontem, no Jornal da Globo, a pergunta que o apresentador fez para o correspondente em Nova Iorque era "se o presidente Bush já havia respondido a CARTA CONCILIATÓRIA que o presidente do Irão enviou"... Mais um daqueles casos que todo mundo comenta o que não leu... Você pôde ver os pontos "conciliadores" no email de ontem.
2) Anteontem, a marinha israelita abordou e apreendeu um barco na costa da Faixa de Gaza com um carregamento de 500 kg de explosivo militar.
3) Ontem, havia duas notícias significativas, mas apenas uma foi divulgada: a decisão do "quarteto" em voltar a dar a ajuda econômica aos palestinos e a nota sobre Israel querendo impor condições para isso.
4) A Jordânia prendeu hoje 20 membros do Hamas que foram postos na TV estatal, uma hora antes do envio deste email (16:00h) confessando que monitoravam agentes de informações jordanianos e turistas para possíveis ataques. Com eles foram apreendidos dezenas de granadas de mão e foguetes Katiusha DE FABRICAÇÃO IRANIANA - segundo a polícia da JORDÂNIA!!! Um dos presos confessou na TV ter sido treinado na SÍRIA!http://www.iranmania.com/News/ArticleView/Default.asp?NewsCode=42777&NewsKind=Current%20Affairs - Hamas treina e recruta na Sìria e no Irão - jornal iraniano publicado em Londres.
5) Hoje, no Líbano, o representante do Hamas, Osama Hamdan, fez um discurso pelo direito dos palestinos transportarem armas militares abertamente nos territórios ocupados como única forma de recuperarem a sua liberdade: Líbano não é território ocupado; Faixa de Gaza não é mais território ocupado! Ao mesmo tempo outras agências de notícias divulgam que Hamas e Fatah concordam em "cessar fogo" entre si...
6) Ainda ao mesmo tempo vários jornais publicaram que o Hamas vai aceitar a linha de fronteira de 1967.
7) A segunda notícia, sequer divulgada como nota, não apareceu nem na CNN nem na BBC na TV, mas estava nos plantões de notícias das agências internacionais e era terrível: o líder do Hamas, Khaled Meshaal, conclamava todos os muçulmanos do mundo a enviar dinheiro para o Hamas, enviar qualquer tipo de armamento e enviar voluntários para a luta contra Israel . Ainda pela nota original divulgada pela Associated Press e pela Reuters, os cerca de 30 dos clérigos mais importantes do mundo que estão na Conferência de Doha, pretendem publicar uma FATWA (uma lei religiosa muçulmana) OBRIGANDO AOS FIÉIS MUÇULMANOS EM TODO O MUNDO A AJUDAREM "O GOVERNO ISOLADO PALESTINO LIDERADO PELO HAMAS". Como ninguém viu isso, fica até meio inacreditável. Se duvida, vá a uma das fontes e aproveite e grave a página em seu computador:
http://www.channelnewsasia.com/stories/afp_world/view/207720/1/.html - MEDIACORP NEWS ASIAhttp://www.smh.com.au/news/World/Hamas-wants-backers-to-send-arms-money/2006/05/11/1146940637770.html - Austráliahttp://tvnz.co.nz/view/page/411365/712637 - Nova Zelândiahttp://www.theaustralian.news.com.au/story/0,20867,19098409-23109,00.html - Austráliahttp://www.abc.net.au/news/newsitems/200605/s1635693.htm - Austrália

Estranhamente a nota foi publicada na imprensa de países da Oceania não sendo publicada no Ocidente, pelo menos até agora, nem nos sites dedicados apenas à notícias. O que é isso? A imprensa ocidental como um todo está engajada numa guerra para sempre descaracterizar o aspecto religioso do conflito mundial atual? Olha que ridículo, eu, um jornalista que até abusa da liberdade de expressão com o mesmo discurso de botar "a culpa na mídia"... Minha mulher é que sempre diz: "Omitir não é mentir". Mas eu não penso assim... Isso deveria ser manchete de primeira página e mal é citado!Entendeu a questão? O Hamas quer voluntários internacionais para lutar contra Israel! A religião muçulmana, representada religiosamente pelos seus mais importantes clérigos quer obrigar os muçulmanos a lutar contra Israel enquanto em Teerão o cretino continua tentando assumir a representação política muçulmana, prometendo varrer Israel do mapa (hoje, novamente). Fazer um guerrilha de um lado da fronteira para outro, por cima da cerca de Gaza? Muito estranho e perigoso. Militarmente é uma guerra desequilibrada e que não existe. Se o Hamas partir para o confronto directo será uma carnificina. Não parece para ninguém que os palestinos votaram para todos se tornarem mártires. Esse anúncio público vai forçar Israel a fechar os postos de passagem, controlar o litoral da Faixa de Gaza (muita gente sempre perguntou para que serve a marinha em Israel...) e, quem sabe, ocupar Rafah novamente para fechar e controlar a fronteira com o Egipto. E aí, aumentarão as acusações de que Israel isola os palestinos... Mas há alternativa? Neste caso, não. Como vêm acontecendo desde a eleição do Hamas, os cenários que armam a catástrofe do povo palestino mudam várias vezes por dia...
José Roitberg - jornalista

14.5.06

Dia das Mães

BOM DIA! Este domingo é o Dia das Mães. Na verdade, de acordo com a Torá, todo dia é Dia das Mães (e Dia dos Pais também!). A Torá nos diz:: “Honre seu pai e sua mãe”. Ela não disse: “Honre seu pai e sua mãe SOMENTE se forem pais perfeitos”, mas honre-os porque eles tornaram nossa vida possível.
Existe um ditado conhecido: “Uma mãe consegue cuidar de 12 filhos, mas 12 filhos não são o suficiente para cuidar de uma mãe”. Parece que em algum lugar da grande jornada de se educar os filhos, os pais não tiveram suficiente sucesso em instilar-lhes as características de gratidão e responsabilidade. (Recentemente um homem me contou que havia parado de visitar sua mãe nos últimos anos porque não conseguia agüentar vê-la se deteriorando, e queria lembrar-se dela como ela era anteriormente. Hummm ... obviamente esta pessoa colocou seus próprios sentimentos à frente dos sentimentos e necessidades de sua mãe. Creio que isto se chama egoísmo).
Vi um adesivo num carro com os seguintes dizeres: “Seja bom com seus filhos. Serão eles que escolherão seu asilo de velhos”. Se alguém acha esta frase cômica, é porque há um fundo de verdade nela. Devemos ser bons com nossos filhos porque esta é a coisa certa a ser feita. Entretanto, há coisas que podemos fazer para ajudar as crianças (ou adolescentes, ou até mesmo adultos) a desenvolverem a perspectiva correta sobre gratidão, bondade e prioridades.
Gostaria de compartilhar com vocês um belo quadro que recebi de Y. Homnick, cuja mãe, aos 96 anos de idade, mantinha 132 famílias semanalmente para o Shabat, em Jerusalém!


QUANDO D’US CRIOU AS MÃES
Quando o Todo-Poderoso fez as mães, já era o sexto dia e Ele estava trabalhando em hora extra. Um anjo apareceu e disse: “Por que o Senhor está gastando tanto tempo nesta aí?”
E o Todo-Poderoso respondeu: “Você já viu a lista de especificações dela? Ela precisa ser completamente lavável, mas não de plástico, ter 200 partes móveis, todas substituíveis, ter um colo onde caibam 3 crianças de uma vez, ter um beijo que cure qualquer coisa, desde joelho arranhado até coração partido, e tenha 6 pares de mãos!” O anjo ficou impressionado com os requerimentos para esta criatura. “Seis pares de mãos?! Impossível !”, disse o anjo.
D´us respondeu: “Não são as mãos que são o problema. São os 3 pares de olhos que as mães precisam ter!” “E tudo isto no modelo ‘standard’?”, perguntou o anjo.
O Criador respondeu: “Sim, um par de olhos para enxergar através da porta fechada quando ela pergunta às crianças o que estão fazendo, apesar de já saber. Outro par atrás da cabeça para ela ver o que precisa saber, apesar de ninguém pensar que ela pode. E o terceiro par na frente da cabeça. Servirá para olhar uma criança errante e transmitir-lhe que ela a entende e a ama mesmo sem dizer uma única palavra!”
O anjo tentou demover o Todo-Poderoso: “Isto é muito trabalho para um só dia. Espere até amanhã para acabar”. “Eu não posso!”, protestou D’us, “Estou quase acabando esta criação. E ela é tão próxima ao Meu coração!”
O anjo aproximou-se e tocou a mulher. “Mas o Senhor a fez tão frágil, Todo-Poderoso!” “Ela é frágil”, D’us concordou, “mas Eu também a fiz dura. Você não tem idéia do que ela pode agüentar ou conseguir!” “Ela poderá pensar?”, perguntou o anjo.
O Criador respondeu: “Não só será capaz de pensar, mas também de argumentar e negociar!” O anjo então percebeu alguma coisa, esticou sua ‘mão’ e tocou na bochecha da mulher. “Ops, parece que há um vazamento neste modelo. Eu lhe disse que o Senhor estava querendo colocar coisas demais nela!”
“Não é um vazamento”, Objetou D’us, “É uma lágrima!”
“Para que serve uma lágrima?”, perguntou o anjo.
O Todo-Poderoso respondeu: “A lágrima é sua forma de expressar alegria, sofrimento, seu desapontamento, sua dor, sua solidão, sua tristeza e seu orgulho!”
O anjo estava impressionado: “O Senhor é um gênio, Todo-Poderoso! O Senhor pensou em tudo!
As MULHERES são realmente maravilhosas!”

12.5.06

Pensamento da Semana

“Se continuar a fazer o que faz,
continuará a conseguir o que está conquistando!”

Porção Semanal da Torá: Emór

Vaikrá (Levíticus) 21:01 - 24:24

A porção desta semana estabelece os padrões de pureza e perfeição para um Cohen; especifica as necessidades físicas das oferendas e o que deve ser feito com animais oferecidos contendo imperfeições; proclama os dias santificados do Shabat, Pessach, Shavuót, Rosh HaShaná, Yom Kipur e Sucót. Relembra o povo Judeu que devem prover azeite de oliva puro para a Menorá e designa os detalhes dos pães consumidos pelos Cohanim (sacerdotes): duas prateleiras com 6 pães em cada uma, colocadas na mesa dentro do santuário portátil (e depois no Templo), e repostas uma vez por semana, no Shabat. A porção conclui com uma interessante história sobre uma pessoa que profanou o nome de D'us com uma maldição. Qual deveria ser sua pena pela transgressão? Ficou curioso? Vaikrá 24:14.

Dvar Torá: baseado no livro Love your Neighbor, do Rabino Zelig Pliskin

A Torá declara: "Quando colherem sua terra, [os agricultores] não devem ceifar completamente os cantos de seu campo, nem recolher as espigas que caíram de sua ceifa; para o pobre e o estrangeiro devem deixá-los (os cantos do campo e as espigas que caíram) (Vaikrá 23:22)".
Por que o dono do campo é ordenado a deixar os cantos e as espigas caídas em seu próprio lugar, ao invés de colher a produção e dá-la aos pobres?
A resposta é: ao não darmos diretamente ao pobre, nós o poupamos da humilhação de estar recebendo caridade. Pelo contrário, ele mantém sua dignidade ao sentir que está recolhendo o que lhe é de direito pela lei da Torá.
Este versículo vem nos ensinar que é muito importante sermos sensíveis em relação aos outros e às suas necessidades, e também aos seus sentimentos! (E lembre-se de dizer ‘obrigado’ quando for oportuno!)

O que é Lag BaÓmer e Como o Celebramos ?
De acordo com a cosmologia Judaica, o dia começa ao cair da noite. Por isso é que todas nossas festividades começam à noite, depois do nascer das estrelas. Na próxima segunda-feira à noite, 15 de maio, começa a festa de Lag BaÓmer.
Lag BaÓmer é o 33º dia do Ómer, o período entre Pessach e Shavuót. Neste dia, a praga que estava matando os discípulos de Rábi Akíva cessou. Também é o dia do aniversário de falecimento de Rábi Shímon Bar Yochái, o autor do Zôhar, o livro básico da Kabalá, o misticismo Judaico. A tradição nos transmite que no data de seu falecimento, o dia estava repleto de uma forte luz, da alegria sem-fim pela sabedoria secreta que ele revelou a seus alunos no Zôhar.
Em Israel, acendem-se enormes fogueiras por todo o país. Desde Pessach, as crianças costumam juntar gravetos e panos velhos para construir piras de 5 a 10 metros de altura. Ao escurecer, as piras são acesas e o céu se enche de chamas e fumaça (Sempre tive curiosidade sobre qual a reação dos que examinam as fotos tiradas pelos satélites espiões americanos e russos).
As fogueiras simbolizam tanto a luz da sabedoria de Rabi Shímon Bar Yochái trazida ao mundo, como a vela de ‘yórtzait’ pela memória de seu falecimento. Cortes de cabelo e casamentos costumam ser feitos nesta data e há muitas festividades, acompanhadas de música, danças e canções.
Por que do nome Lag BaÓmer? Toda letra hebraica tem um valor numérico. O alef é igual a 1, o bêt igual a 2 e assim por diante. As duas letras hebraicas lámed (30) e guímel (3) somam 33. Portanto, Lag BaÓmer significa o 33o. dia do Ómer. A palavra Ómer significa “feixe” ou “ramos” e refere-se à oferenda de feixes de cevada trazida ao Templo Sagrado no segundo dia de Pessach, marcando a colheita da safra de cevada. Deste dia até Shavuót (o aniversário da outorga da Torá, também conhecida como Festa da Colheita) é uma época chamada de Período do Ómer. É um período de reflexão sobre como encaramos e tratamos nosso semelhante, e sobre as tragédias que nos aconteceram pelo ódio infundado (ou autojustificado) entre nossos irmãos Judeus.

10.5.06

Conversão com Responsabilidade

Por Rabino Chefe da Inglaterra, Professor Jonathan Sacks

A Torá nos manda amar o guer. A palavra geralmente é traduzida como "estrangeiro", mas segundo a tradição oral, com freqüência significa tsedec, o 'prosélito justo'. Somos ordenados a demonstrar sensibilidade especial ao convertido. Na amidá diária, fazemos menção especial aos "justos convertidos", rezando para que nosso quinhão seja dividido com eles Os convertidos trazem méritos especiais ao nosso povo.
Em uma responsa, Moses Maimônides foi indagado por um prosélito, Ovadiah, se como convertido tinha permissão de dizer em suas preces: "Nosso D'us e D'us de nossos pais", uma vez que ospais dele não eram judeus. Maimônides respondeu afirmativamente. Um judeu pode ser o filho físico de Avraham, porém o convertido é um dos seus filhos espirituais. "Como você veio para debaixo das asas da Divina Presença e confessou o Senhor", continua Maimônides, "não há qualquer diferença entre você e nós… Não considere sua origem como inferior."

Se o Judaísmo se importasse com o poder dos números, poderia ter se tornado uma fé proselitista como o Cristianismo ou Islamismo. Por uma questão de princípio e história, escolheu de outra maneira. Concentrou-se na força espiritual, não demográfica.

O que é conversão? As pessoas freqüentemente se referem ao caso de Ruth, a Moabita, cuja história é narrada com tanta beleza no livro que leva o seu nome. É da resposta de Ruth à sogra Naomi, que são derivados os princípios básicos da conversão, Ela disse: "Aonde tu fores, eu irei. Onde ficares, eu ficarei. Teu povo será o meu povo, e teu D'us o meu D'us."A última frase – apenas quatro palavras em hebraico – define a natureza dual da conversão até hoje. O primeiro elemento é uma identificação com o povo judeu e seu destino (Teu povo será o meu povo). O segundo é a aceitação de um destino religioso, o pacto entre Israel e D'us e suas ordens (Teu D'us será o meu D'us).Ambos os elementos são necessários. Isso é o que distingue a conversão ao Judaísmo da cidadania israelense. Há cidadãos de Israel que são cristãos, muçulmanos, drusos, beduínos, budistas ou brâmanes. Você não precisa ser judeu para ser cidadão israelense, assim como não precisa ser cristão para ser cidadão britânico (para assegurar, há diferenças em relação à Lei de Retorno de Israel, mas aqui isso não vem ao caso).A cidadania nas democracias liberais é um conceito secular. A conversão, ao contrário, é irredutivelmente religiosa. É isso que Boaz quer dizer quando fala para Ruth: "Que você seja ricamente recompensada pelo Eterno, o D'us de Israel, sob cujas asas você buscou refúgio." Isso envolve a adoção de um estilo de vida religioso. A conversão secular a uma identidade religiosa é logicamente, impossível.

A aceitação dos comandos, mitsvot, é constitutiva da conversão. Sem ela, não se pode dizer que a conversão ocorreu.

A natureza dessa dimensão religiosa pode ser resumida em duas palavras hebraicas: cabalat hamitsvot, aceitação dos comandos. Isso pode ser feito de maneira estrita ou leniente. A conversão é um caso inusual no qual o rigor da lei é deixado à decisão do tribunal. Porém a condição existe, embora inferida. A conversão deve envolver a aceitação dos comandos. Se um convertido, em virtude do seu comportamento, demonstra um genuíno comprometimento com a prática e a Lei Judaica na época da conversão, isso permanece, mesmo se depois ele a abandona. Um convertido faltoso é um judeu em falta, não um gentio em falta. Se, no entanto, não havia observância religiosa na época, a conversão não tem valor. A aceitação dos comandos é constitutiva da conversão. Sem ela, não se pode dizer que a conversão ocorreu.A conversão ao Judaísmo é um empreendimento sério, porque o Judaísmo não é um mero credo. Envolve um estilo de vida distinto e detalhado. Quando as pessoas me perguntam por que a conversão ao Judaísmo demora tanto, peço-lhes que considerem outros casos de mudança de identidade. Quanto tempo demora para um britânico se tornar italiano, não apenas legalmente, mas lingüística, cultural e socialmente? Leva tempo.A analogia é imperfeita, mas ajuda a explicar o aspecto mais intrigante da conversão hoje: os padrões às vezes diferentes entre as cortes rabínicas em Israel e na Grã-Bretanha. Há algumas décadas, um Rabino Chefe israelense argumentou que os tribunais rabínicos israelenses deveriam ser mais lenientes que seus pares na Diáspora. Seus motivos eram técnicos, mas faziam sentido. É mais fácil aprender italiano se você estiver morando na Itália. Em Israel, muitos aspectos da identidade judaica são reforçados pela cultura circundante. Sua linguagem é a linguagem da Bíblia. Sua paisagem está saturada pela História Judaica. O Shabat é o dia de descanso. O calendário é judaico.
No caso da conversão, os códigos concedem explicitamente a cada Bet Din o direito e o dever de exercer a discrição tendo em vista a circunstância local. Durante séculos, isso não criou problemas. O que mudou foi a nossa mobilidade geográfica, bastante aumentada. As pessoas se mudam. Um casal pode se conhecer num país, casar-se num segundo e morar num terceiro. A conversão é algo muito sério. Ninguém pode tratá-la levianamente, muito menos um tribunal religioso. Já houve tempos em que a identidade judaica foi uma questão de vida ou morte – não apenas durante o Holocausto. O Talmud afirma: 'É dito ao convertido em perspectiva: ‘Está consciente de que os Filhos de Israel na era atual são perseguidos e oprimidos, desprezados, molestados e dominados por aflições?' Isso não é tanto para desencorajar o candidato, mas para ser perfeitamente sincero sobre o que esta opção envolve.A conversão também não é afetada por considerações demográficas. Os judeus sempre foram um povo muito pequeno. No Século Dezessete estima-se que houvesse apenas dois milhões de judeus na terra. Hoje há 100 muçulmanos para cada judeu, e quase 200 cristãos. Se o Judaísmo se importasse com o poder dos números, poderia ter se tornado uma fé proselitista como o Cristianismo ou Islamismo. Por uma questão de princípio e história, escolheu de outra maneira. Concentrou-se na força espiritual, não demográfica.O Judaísmo não busca converter. Não porque seja exclusivo, mas pelo motivo oposto; não acredita que é preciso ser judeu para ter uma porção no céu. As pessoas muitas vezes me perguntam como consigo ser tolerante com outras crenças, enquanto ao mesmo tempo insisto em padrões haláchicos para a conversão. Não apenas não há contradição entre estas opiniões, como elas são dois lados da mesma moeda. O Judaísmo é tolerante com outras fés exatamente porque acredita, nas palavras dos sábios, que 'os gentios justos têm uma porção no Mundo Vindouro'. Não há necessidade de conversão. Portanto, isso deve ser feito apenas se a pessoa entende sinceramente, de maneira séria e total, a natureza do compromisso envolvido.

Não há atalhos para as bênçãos da fé, assim como não os há para a saúde física. Sem exercício, sono e uma dieta balanceada, o corpo perece. Sem o Shabat e as Festas, cashrut e leis da família, o espírito judeu atrofia e termina por morrer.

O Judaísmo é uma fé exigente. Há beleza e força. Muitos não-judeus já me disseram o quanto admiram a comunidade pelo seu amor à família, sua dedicação à caridade e justiça, sua paixão pela educação e desenvolvimento do intelecto. Posso entender por que alguém desejaria fazer parte deste estilo de vida.O que é difícil de entender é por que alguém desejaria adquirir um carro mas nunca usá-lo; um terno para jamais vesti-lo; uma casa para não morar nela; uma religião para não praticá-la. Não há atalhos para as bênçãos da fé, assim como não os há para a saúde física. Sem exercício, sono e uma dieta balanceada, o corpo perece. Sem o Shabat e as Festas, cashrut e leis da família, o espírito judeu atrofia e termina por morrer. Um médico, quando atende um paciente que está com a saúde abalada, seria irresponsável em não dizer-lhe que precisa mudar seu estilo de vida. Da mesma forma, seria irresponsável um rabino que não dissesse o mesmo a um convertido em potencial.Para um não-judeu que deseja se converter, eu diria: 'Nós o recebemos de braços abertos. Porém você deve entender o que isso envolve. Significa manter as leis que constituem nosso pacto com D'us. Significa uma mudança de identidade e estilo de vida. Ser judeu não é apenas um privilégio, mas também, muito mais, uma responsabilidade.
http://www.chabad.org.br

8.5.06

Orthodox Judaism Growing Among Young American Jews

by Hana Levi Julian
A study released by the American Jewish Committee shows that Orthodox Judaism is growing in popularity among under-30 Jews in the U.S. .

The study, carried out in honor of the New York-based advocacy group’s 100th anniversary, measured Jewish identification trends in the U.S. Jewish population from ages 18 to 39, a group which numbers some 1.5 million Jews. The total Jewish population in the U.S., according to the study, is estimated to be between 5.5 and six million, including Jews who are intermarried.Some 16% of Jews aged 18 to 29 now identify themselves as Orthodox, revealed the study. In the 30 to 39 age group, slightly more than half of that number (9%) consider themselves Orthodox. According to the report, the percentage of Orthodox Jews is expected to grow as the population marries and has children, especially in light of the fact that Orthodox Jews place a higher emphasis on having children than do other Jews.It also found that the overall trend in young Jewish adults is to marry later in life; more than half of all American Jews under age 40 are not married, with men in their 20’s “highly likely to be unmarried”.The role played by the State of Israel is also much less important to young Jews today, found the report, a troubling trend. “The Holocaust continues to be profoundly important to a broad spectrum of young Jews,” it read, “yet Israel appears to be much less important in positively affecting Jewish identity.”The exception to the rule is the group of Jews who have either traveled to Israel or who identify themselves as Orthodox, both “for whom Israel has powerful positive resonance,” it stated.The report also addressed the climbing statistics of intermarriage and assimilation in the U.S., recommending that outreach programs targeting intermarried Jews be expanded and increased.“The [outreach] programs which focus on unaffiliated young Jews are much less politically ‘charged’ than programs which focus on the intermarried and in many ways show a greater willingness to welcome the intermarried without stigmatizing them,” read the report. “These programs need to be continued and if current demographic trends continue, need to be expanded.”The study used previous demographic studies and opinion polls conducted in the past six years as primary sources for data collection. Ukeles Associates Inc. compiled the report for the committee.

5.5.06

Parashat Ajaréi Mot - Kdoshím

Vaikrá Cap. XVI - XX
En esta parashá se establece uno de los principales pilares conceptuales de cuanto habrá de legislar el judaísmo sobre la vida del hombre. "Cuidaréis el cumplimiento de mis mitzvót (preceptos); el hombre que las cumpla vivirá en ellas", advierte Dios al pueblo de Israel.
La expresión "vivirá en ellas" define una especial singularidad de la religión de Israel respecto de todas las demás. El judaísmo no sólo no rinde tributo a la muerte, no la idealiza ni es devoto de ella, sino que supedita a la vida todo su corpus normativo y legal. Los preceptos son entregados al hombre, al hombre íntegro, para que íntegramente viva con ellos y en ellos; para que viva... por lo que perderían sentido si por su causa el hombre cesase de vivir.
Pikúaj Néfesh" es la expresión hebrea que indica una situación de peligro para la vida física y temporal. No hay en la Torá expresión que posibilite concebir la muerte del espíritu ni la defunción del alma. La única muerte concebible es la física, la temporal, y al riesgo de que ésta ocurra se refiere la Torá cuando autoriza a transgredir sus propias normas, si ello pudiese definir a favor de la vida una situación de peligro real.
Nuestros sabios, exégetas y legisladores, han sido unánimes al respecto: nunca se debe poner las "normas para la vida" - las mitzvót - como obstáculo para la más mínima posibilidad de solución de un riesgo de vida. En casos de enfermedad, de guerra, de situaciones urgentes, son los propios sabios y líderes espirituales del pueblo de Israel quienes deben estimular con el ejemplo a omitir u obviar cuantas normas resulte necesario, si de eso puede llegar a depender siquiera una sóla vida. No sólo por un peligro de vida real está permitido profanar el shabát; también por la menor sospecha de tal peligro, es precepto positivo (y su omisión es transgresión) olvidar la norma en favor de asegurar la vida de quien más tarde la pueda cumplir.
Cuando la norma no se encuentra sujeta a la vida, ésta es subyugada por la norma. Esto marca la división primordial entre las religiones humanas: de un lado, quedan las doctrinas que esclavizan muchedumbres, eliminando por vía de uniformización la individualidad. Tales son las capaces de generar fundamentalismo e irracionalidad, desde que la vida del individuo no se encuentra en un lugar cercano a ser su primera prioridad. Sin la priorización explícita que establece nuestra parashá, la prohibición Toraica de establecer contacto con una mujer ajena, tornaría culpable de trasgresión con múltiples agravantes a quien no salvase a una mujer que, desnuda, se está ahogando frente a él.
En oposición, la religión judía, humanista por excelencia, considera pecado y trasgresión capital la omisión de auxilio en este caso, al igual que el no procurar asistencia médica a un enfermo con pretexto de evitar transgresiones al shabát, o poner en riesgo toda vida por desnutrición, con tal de no transgredir los preceptos de kashrút. Y son los líderes espirituales, los rabinos en nuestro tiempo, los primeros comprometidos en el cuidado de la vida.
"Ajarai", detrás mío, es la expresión con que los generales israelíes salen al combate; y es también la actitud con que los líderes religiosos de nuestro pueblo asumen el cuidado de la vida de su gente.
Por: Rabino Eliahu Birnbaum

The Human Spirit: 58 reasons why I love Israel

1. Big news here was our success in getting a 2,000-year-old date seed to sprout on Kibbutz Ketura. The tree is now 92 cm. tall and 65 cm. wide. Myrrh and frankincense are next (really!).
2. At Kibbutz Revivim, water from fish tanks nourishes alfalfa for ostriches. Go figure.
3. Over the past 25 years agricultural output has increased sevenfold with hardly any increase in the amount of water used.
4. We have no natural ice but we compete in Olympic ice-dancing competitions.
5. You can pick up fresh rolls at the corner store before 6 a.m. (and pay for them later).
6. Before Purim, media report on costume choice as a parameter of cultural trends.
7. Prayers like Adon Olam and Shabehi Yerushalayim can become popular songs here.
8. Because we love kids, we provide free in-vitro (test-tube) fertilization for childless couples for up to two children.
9. The whole country is excited about the birth of a baby elephant by artificial insemination.
10. The doctor who briefed the world press about the prime minister's health report was really an obstetrician.
11. The most popular name given to both boys and girls is Noam, which means pleasantness.
12. Israeli delivery rooms prepare for more babies before Pessah because zealous cleaning induces labor.
13. Before Pessah, toy stores advertise afikoman gifts
14. Bread sales escalate in the week of Pessah cleaning because so many families are reduced to eating sandwiches.
15. We have problems of our own, but this year we undertook life-saving model projects to treat AIDS in Africa and help hurricane victims in the US.
16. No matter what's happening outside, inside our hospitals disease is the only enemy.
17. Its value may fluctuate, but we called our money "shekel" just as we did in biblical days.
18. We have 120 members of the Knesset because that's how many seats there were in the ancient Sanhedrin.
19. The site of the Sanhedrin is now being excavated in Tiberias, 17 centuries after it was built.
20. Soldiers ride free on buses.
21. The interim prime minister leaves his house early in the morning so security won't disturb the school traffic on his block.
22. We stick together. Israeli backpackers go halfway around the world to hang out with other Israelis.
23. Along with the inoculations backpackers get before going to exotic countries, the Health Ministry includes a parental lecture from a nurse about safe habits.
24. Jerusalem offers free wireless Internet in cafes to lure back wary diners.
25. Hospitals install extra antennas so we can use our cellphones and call our families and friends (84 percent of households in Israel have a cellphone, much of the software for which was developed here).
26. Israel boasts the first computerized hip replacement and the first Hebrew hip-hop music.
27. After experiencing the trauma of an incapacitated prime minister, we went in an orderly manner to the polls.
28. Our old-fashioned hand-counted voting system ain't broke, so we don't fix it.
29. Young adults care enough about old adults to vote for their political party.
30. Said the BBC: The Economist Intelligence Unit, a leading research and advisory firm, recently ranked Israel first among 20 Middle Eastern countries on 15 different indicators of democracy and political freedom.
31. Some may claim we're militaristic, but according to Dun and Bradstreet the Tisch Family Zoological Gardens in Jerusalem (the Biblical Zoo) is our most popular site.
32. Finely chopped Israeli salad was the kibbutz pioneers' answer to scarce vegetables, but now they're growing candy-sweet Israeli-developed cherry tomatoes that you don't have to cut.
33. We're incessant travelers; no wonder the ultimately portable (USB drive) computer disk-on-key was invented here.
34. While the debate about the security barrier was going on, an Israeli company in Herzliya invented a radar system that sees through walls like Superman.
35. The Western Wall is reportedly more popular than ever with locals and tourists. A legendary lizard appears at midnight.
36. Parents can now watch their kids' nursery school through hi-tech Internet cameras but they still sing exactly the same Hanukka and birthday songs.
37. The most common margarine changed its wrapper design after 50 years and made the news. 38. We don't debate immigration. We're the world's largest per-capita immigrant absorbing country.
39. To sell apartments, real-estate ads tout "succa porches."
40. In Israel, an obscure holiday called Succot is high season; book a year in advance.
41. Popular jewelry artist Michal Negrin has a successful shop at Ben-Gurion Airport. No wonder. Ben-Gurion was her great-grandfather.
42. New history museums about the Palmah, Theodor Herzl and Menachem Begin continue to draw crowds. Who says we're post-Zionist?
43. On Hanukka, the light from hanukkiot with the correct number of candles shines from store windows and rooftops as well as private homes.
44. Cafes here offered "upside-down coffee" way before cappuccino was trendy.
45. Corner greengrocers have forever carried kohlrabi, quince, pomelo and fresh coriander.
46. In the Land of Milk and Honey, we have so many kinds of cheeses that we're advising New Zealanders on making sheep cheese.
47. You can buy Holy Cheese in Safed and Holy Bagels in Jerusalem.
48. You can buy kosher chicken schnitzel in the shape of dinosaurs in the supermarket and still believe in the story of Adam and Eve.
49. In the first year since Yad Vashem's Central Database of Shoah Victims' Names has been online more than eight million visitors from 215 countries and territories have accessed the site - 250,000 visitors a month.
50. In 2005, 563 persons were recognized as Righteous Among the Nations by Yad Vashem, six decades after the Holocaust.
51. A hundred thousand Diaspora students have received free trips with birthright Israel and most of them have fallen in love with the country.
52. Senior citizens regularly enjoy the pubs and nightlife in Tel Aviv alongside young adults.
53. Even those bereaved who don't consider themselves religious take a week to sit shiva and men grow mourning beards.
54. We have the highest computer ownership per capita and can read the news on-line, but still keep 32 different newspapers in business.
55. In the early years, the State of Israel was so poor that it once had to borrow money from the women of Hadassah to finish the month. Today we have an annual GNP per capita of $17,400.
56 At Ben-Gurion Airport's new terminal, those arriving see those leaving because the architect knew that the drama of arrivals and departures in Israel was greater than in other lands.
57. Our word for "welcome" means "bless you in your arrival."
58. The term habayta, means "coming home," no matter where you are, no matter how old you are.

Israelis Celebrate Independence Day With Concerts and BBQs

From a free outdoor concert on Jerusalem's Ben Yehuda Street to widespread hiking and barbecues Wednesday, Israel partied hard on Independence Day.
by Binyamin Bresky

The festivities began at sundown Tuesday, with well-known Israeli musicians performing at Zion Square, at the end of Ben Yehuda Street.A large crowd gathered, filling the entire square and packing Ben Yehuda and its side streets. The crowd consisted mostly of young people, but a wide mix of others were milling about as well, including tour groups and families with baby strollers. Off-duty soldiers danced alongside kippah-wearing students and long-skirted women, though it wasn't unusual to see kippah-wearing soldiers or long-skirted women in uniform either. A panoply of languages could be heard in the crowd - Amharic (the language of the Ethiopian community), Russian, English and French - but mostly Hebrew. A mix of all ethnic groups could be seen.Orange ribbons against the Disengagement, as well as future withdrawals, were still visible on backpacks and purses, as well as accompanying Israeli flags tied onto lampposts and balconies.Vendors sold cotton candy (called "grandmother's hair" in Hebrew) along the city center's main streets. Revelers wore little electronic blue and white blinking lights and stalked the streets with the ubiquitous plastic and rubber hammers. It has somehow become a tradition to bop one's friends on the head with plastic or blow-up rubber hammers, some printed with Israeli flags on them. Excited youngsters bopped each other, as well as strangers, throughout the night. Another tradition has become the spraying of white shaving-cream. As the evening progress, the walls and sidewalks became adorned with Jewish stars and Hebrew names of friends made from the shaving cream.Other celebrations occurred in other parts of the city, including the Haas Promenade in Talpiot, a popular and scenic spot for viewing the fireworks display. The next day most shops and all government offices were closed as families and friends gathered for barbecues in public parks, national forests and nature preserves across the country and even along the sides of highways. The radio played patriotic songs, including vintage classics played by IDF bands.The IDF opened Navy and Air Force bases in Haifa, Eilat, Sde Dov, Ramat David, and Tel Nof to the public as various IAF aircraft flew the length and width of the country, providing those below with views of various flight formations and maneuvers.More than 5,000 people took part in a hike in the Nachal Kaneh nature preserve, located in Samaria. The hike was organized by the Samaria Regional Council. At the trail's end, organizers held a ceremony dedicating the new Sha'ar Kaneh Park, at the preserve's entrance. The new park was established by the regional council in conjunction with the ministry of tourism and development. The trails and park facilities are handicapped-accessible.

3.5.06

Y la realidad se entozudece


Irán sigue amenazando Israel y sigue mofandose de la comunidad internacional con el beneplácito de la ONU y la estupidez callada de países como China y Rusia. Europa sigue sin dar dinero a la banda criminal islámica Hamás, pero en sus declaraciones parece que le duela no poder ayudar a los “chicos malos que apredrean a los judíos que les matan” y se esfuerzan en intentar engañarse mandando dinero para una supuesta “ayuda humanitaria” que haría enrojecer a tantos pueblos que de verdad si mueren de hambre en el mundo y que a penas reciben un cuenco de arroz en cocepto de ayuda humanitaria procedente dichos países “civilizados”. El antisemitismo crece en el mundo mientras los gobiernos hacen declaraciones de buena voluntad y de rechazo a dichos actos -¿acaso otra cosas sería políticamente correcto?-, pero sus políticas dicen lo contrario en su quehacer diplomático y legislativo de cada día. Israel sigue siendo “regañada” incluso por Estados Unidos por defenderse de quienes quieren por todos los medios "echar a los judíos al mar" mientras la complicidad de ciertas políticas con el terrorismo islámico suponen un peligro evidente para sus propios países. No les hemos contado nada nuevo que no conociéramos todos. Pasó Iom HaShoá y sigue el antisemitismo a pesar de que dejamos a Seis Millones atrás en los campos. Pasó Iom Hazicaron y siguen los petulantes de siempre diciendo que Israel no tiene derecho a defenderse, y cuando lo hacemos, somos “nazis desalmados que exterminamos pueblos” en una proyección atávica de su propia alma y sus rencores hacia los judíos hacía las víctimas -piensa su conscience y subconsciente que si nosotros somos nazis , ellos en el fondo no fueron ya tan malos-. Todo, mientras las bandas criminales islámicas mandan a sus hijos a explotarse en nuestros centros comerciales…, mientras nos bombardean desde “sus territorios” para echarnos al mar. Pasó Iom Hatzmaut y la amenaza a nuestra independencia sigue como en el primer día, hoy con amenazas renovadas desde el estado criminal de Irán. ¿Pero saben qué? Todo esto ya nos es conocido, es una canción que cada generación de nuestro pueblo ha “sufrido” con una u otra letra. Lo que les duele es que hoy, Israel cada vez les pone más difícil que puedan darle letra a la canción. Y ante todo esto solamente nos queda seguir existiendo y seguir siendo; así con los dos verbos. Israel como entidad que existe e Israel como entidad que es, con identidad y unidad. Y es que los judíos somos especialistas en hacer que la realidad se entozudezca, mal que les pese. Y, no lo duden, esta persistencia nuestra les pesa.
http://www.es-israel.org/

A Guerra da Independência

Israel comemora o seu 58 aniversario como nação independente e pertença do Povo Judeu. Por todo o mundo se comemora mais um aniversario sobre o dia da proclamação da independencia. VIVA ISRAEL.

Guerra da Independência
Enquanto David Ben-Gurion lia o texto da Declaração de Independência do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, no Museu de Arte de Tel Aviv, a multidão festejava a realização de um sonho há muito acalentado, dançando e cantando nas ruas da cidade e em vários pontos do recém-criado país. Ao mesmo tempo em que festejava, a população também se preparava para uma guerra que já se anunciava desde que se iniciara a contagem regressiva para a retirada dos britânicos, com a Partilha da Palestina decidida pelas Nações Unidas, em 29 de novembro de 1947. Um conflito iminente, não apenas através da retórica beligerante das lideranças árabes, que se recusaram a aceitar a Resolução da ONU, mas também através dos crescentes ataques violentos contra os moradores do chamado ishuv, denominação dada às comunidades judaicas da então Palestina. Assim, em 15 de maio de 1948, logo após a saída dos britânicos e um dia depois da criação do Estado de Israel, os exércitos regulares do Egipto, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país, forçando Israel a defender a soberania que acabara de reconquistar na sua pátria ancestral. Contrariando todas as expectativas e previsões, nessa luta – conhecida como a Guerra de Independência – as recém-formadas Forças de Defesa de Israel (IDF), pobremente equipadas, rechaçaram os invasores em combates ferozes e intermitentes que se prolongaram por 15 meses e custaram a vida de seis mil israelitas (quase 1% da população judaica do país, na época). Na verdade, o conflito que eclodiu em 15 de maio foi, de certa maneira, apenas a ampliação da luta que já vinha ocorrendo entre os habitantes judeus da região e os seus vizinhos árabes. A guerra foi travada ao longo de todas as fronteiras do país, contra o Líbano e a Síria, ao norte; o Iraque e a então Transjordânia (posteriormente, Jordânia), a leste; o Egipto e batalhões sudaneses, ao sul; e, no interior do país, contra a população palestina e os voluntários vindos de vários países árabes. Não há dúvida, entre os historiadores, que esta foi a guerra mais sangrenta de todas as que Israel já enfrentou. Segundo o estudioso israelita Netanael Lorch, a Guerra da Independência pode ser dividida em quatro fases: a primeira, de 29 de novembro de 1947 a 1 de abril de 1948 – caracterizou-se pela ofensiva dos árabes palestinos com o auxílio de voluntários oriundos de países vizinhos. A comunidade judaica não obteve muitos êxitos nesta fase, sofrendo inúmeras baixas. A comunicação entre os diversos núcleos judaicos também ficou bastante prejudicada. A segunda, de 1 de abril a 15 de maio, foi marcada por inúmeras iniciativas da Haganá, que permitiram o controle dos sectores árabes de Tiberíades, Haifa, Safed e Acre. Incluíram, também, a abertura temporária da estrada para Jerusalém e garantiram o controle judaico sobre grande parte do território que, de acordo com a resolução da Partilha, seria destinado ao futuro Estado de Israel. A terceira fase estendeu-se de 15 de maio a 19 de julho e é considerada o período mais crítico do conflito, marcado pelo ataque conjunto dos exércitos árabes, cuja superioridade era inegável, tanto em armamentos quanto em forças de combate. O período foi caracterizado pela unificação de todas as forças de combate judaicas, dando origem às FDI.A quarta fase, de 19 de julho de 1948 até 20 de julho de 1949, foi marcada pela ofensiva israelense e por uma série de operações que delimitaram as fronteiras do Estado, entre as quais a Operação Yoav, em outubro de 1948, que levou à captura de Beersheva; a Operação Hiram, também em outubro, que permitiu o controle da Alta Galiléia; a Operação Horev, em dezembro do mesmo ano, e a Operação Uvda, em março de 1949, que completou o controle sobre o deserto de Neguev, região destinada à Israel pela Partilha da ONU. Os números revelam o desequilíbrio entre os combatentes israelitas e os seus adversários árabes durante toda a Guerra da Independência. Enquanto Israel contava com 140 mil homens nas suas forças armadas, os árabes possuíam 300 mil egípcios, 60 mil transjordanianos, 300 mil sírios, 10 mil iraquianos e 50 mil árabes palestinos, sem considerar o apoio da Arábia Saudita e outros aliados da Liga Árabe. O desequilíbrio de armamentos também prejudicava Israel, que contava, no entanto, com um trunfo que não fora sequer considerado pelos seus inimigos: a certeza de que o país possuía apenas uma chance de obter sucesso e que não havia outra alternativa a não ser a vitória. A derrota nessa guerra representaria para os israelitas a certeza do seu desaparecimento como nação. Na sua luta pela independência, a população judaica da então Palestina contou com a ajuda de voluntários judeus vindos de diversos países, que deixaram para trás a sua vida como civis para ajudar os seus irmãos na construção de um Lar Nacional na terra dos seus antepassados. Reunidos sob uma organização chamada Machal, os voluntários tiveram grande importância tanto em termos militares quanto de apoio moral para o recém-criado Estado. Intercalando períodos de combates ferozes e algumas tréguas, a Guerra da Independência durou quase um ano e meio, encerrando-se em meados de 1949 com armistícios entre Israel e os demais países envolvidos. Em 24 de fevereiro de 1949 foi assinado o armistício com o Egipto; em 23 de março, com o Líbano; em 3 de abril, com a Jordânia; e em 20 de julho, com a Síria. Assim, após 15 meses de luta, Israel não apenas garantiu a sua existência como nação soberana no Oriente Médio, rechaçando os exércitos inimigos, mas também assumira o controle sobre uma área cinco mil quilômetros quadrados superior aquela que lhe fora concedida pelas Nações Unidas.

1.5.06

Memorial Day Begins

(IsraelNN.com)
Memorial Day begins tonight, Monday, at 8:00pm, at which time the nation remembers those members of security agencies who fell in the line of duty as well as victims of Arab terror.
22,123 Israelis died defending the country and in terror attacks since 1860. 20,506 have fallen since November 29, 1947 and 138 have fallen since last Memorial Day.
Immediately following the sounding of the one-minute Memorial Day siren at 8:00pm, the official state ceremony will get underway in the Western Wall Plaza in the presence of President Moshe Katsav, IDF Chief of Staff Lt.-Gen. Dan Halutz and prominent public officials.
On Tuesday morning at 11:00am, the siren will sound for two minutes, marking the start of memorial services in military and civilian cemeteries around the nation.
The main service for fallen soldiers and members of security services will be held immediately following the siren in Jerusalem’s Mount Herzl Cemetery in the presence of the president and Interim Prime Minister Ehud Olmert.
At 1:00pm on Tuesday, the ceremony for victims of Arab terror will be held on Mount Herzl.