19.5.06

Porção Semanal da Torá: Behár- Behukotái

Vaikrá (Levíticus) 25:1-27:34

Behár inicia com as leis da Shemitá, o ano sabático, onde o povo Judeu é ordenado a não plantar os seus campos ou cuidar dele no sétimo ano. Cada 50o ano é o Yovel, o ano do Jubileu, onde as actividades agrícolas também são proibidas. Estes dois mandamentos fazem parte de uma das sete categorias de evidências de que D'us deu a Torá. Se a idéia era dar descanso à terra, então que não se plantasse um sétimo da terra a cada ano. Para alguém ordenar a uma sociedade agrária parar completamente o cultivo a cada sete anos, deve ser D'us ou um meshuguenê (louco).
Também estão incluídos nesta porção os assuntos: redimir um terreno que foi vendido, apoiar outro Judeu quando os seus meios de sustento econômico estiverem com problemas, não cobrar juros de um Judeu, as leis sobre serventes escravizados. A porção encerra-se com a admoestação de não fazer ídolos, de cumprir o Shabat e de reverenciar o Santuário.
A segunda porção desta semana, Behukotái, contém a Tohahá, palavras de advertência. “Se você não Me ouvir e não cumprir todos estes mandamentos...” Há ali sete séries de sete punições. Entenda que D'us não pune somente por punir: Ele quer a nossa atenção para que façamos a nossa introspecção e meditemos, que reconheçamos os nossos erros e corrijamos os nossos caminhos. D'us não deseja nos destruir ou anular o Seu pacto connosco. Ele quer evitar que nos tornemos tão assimilados e que desapareçamos como uma nação. Eu enfaticamente lhes recomendo a leitura dos versículos em Vaikrá (Levíticus) 26:14 até 45 e em Devarim (Deuteronômio) 28.

Dvar Torá: baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin
A Torá, nesta Porção Semanal, relata-nos as graves conseqüências das nossas eventuais más atitudes. O trecho inicia-se com: “Se vocês rejeitarem os meus estatutos... (Vaikrá 26:15)”.
É interessante que em muitas sinagogas esta Porção Semanal é lida em voz baixa e frequentemente bem rápido.
O Hafêts Haim, Rabino Ysrael Meir Kagan (Polônia, 1839-1933), um dos maiores sábios da geração passada, fez uma analogia desta leitura ‘expressa’ com alguém que tinha que viajar por uma trilha perigosa. O caminho passava por uma montanha muito alta e a trilha era extremamente estreita, sendo muito fácil escorregar e ser ferido. O que fez este sujeito? Decidiu colocar uma venda nos olhos, pois tinha muito medo de olhar por onde caminhava! Qualquer pessoa com inteligência perceberia que este sujeito entrou num perigo maior ainda por estar alheio à verdadeira situação.
O mesmo se dá em relação a nos comportarmos de maneira apropriada. Ao percebermos as conseqüências de possíveis más atitudes e decidirmos praticar o bem, seremos mais sabios no nosso comportamento, com ganhos enormes.