31.12.08

Resposta às críticas sobre Israel

1) “A resposta Israelita é desproporcional”

Desde quando a guerra é uma equação matemática? O objectivo básico de qualquer País é de infligir o máximo de estragos no inimigo e minimizar o número de casualidades. Houve alguma desproporcionalidade na guerra feita pelos Estados Unidos no Iraque? Ou acerca da invasão do Kuwait? Ou acerca da Rússia na guerra contra a Georgia? Israel está exactamente a fazer, o que outro qualquer País o fez no passado. A guerra funciona assim. Os Ingleses protestam por terem tido poucas baixas no Iraque? E mais uma nota: A inferioridade militar Palestina não é uma indicação de superioridade militar Israelita. A insistência Palestina em provocar Israel militarmente, apesar da sua estrutura militar ser mais fraca talvez seja seja uma indicação de julgamento errado. Sendo militarmente fraco não torna os palestinos com a razão.

2) “Mas os Rockets não matam”

Actualmente, os rockets matam. Não muitas vezes, talvez, mas dezenas de Israelitas foram mortos e feridos pelos rockets nos anos recentes. A esta data, os palestinos lançam rockets Grad de longo alcance com maior poder explosivo. Estes rockets já mataram 2 israelitas na segunda-feira. Para além das mortes, ainda temos os estragos psicológicos causados na população israelita, devido aos constantes toques de alarme das sirenes e correrias para os abrigos. No Ocidente, além concordaria em ter a família a viver constantemente debaixo de ataques de rockets e regularmente acordarem a meia da noite por causa dessas sirenes de alarme? Alguém vivendo debaixo dessas condições diria, que esses rockets não matam? Provavelmente não.

3) “É tudo por causa do cerco de Israel. Israel deve deixar entrar a ajuda a Gaza.”

Israel tem deixado regularmente a entrada de ajudas. Os palestinianos podem complementar essas ajudas através das centenas de túneis construídos, que na maioria das vezes são utilizados para o contrabando de armamento e não para comida. No dia antes da operação “Cast Lead”, Israel autorizou dezenas de camiões carregados de ajuda a entrarem em Gaza. Na terça-feira, outros 100 camiões – o dobro do normal – entraram em Gaza e foram autorizados pelo ministro da defesa. Israel ainda autoriza, mas e o Egipto, que não autoriza?

4) “Porque Israel não revalida o acordo de tréguas?

Primeiro, que acordo? Os grupos terroristas continuam a lançar rockets, não respeitando nada e o mundo pouco preocupado. Não menos, Israel declarou claramente, que está interessado na continuidade do acordo. O governo declarou-o. No entanto, os lideres dos Hamas declararam publicamente, que o acordo tinha terminado em 19 de Dezembro do corrente ano e continuou o bombardeamento ao sul de Israel com dezenas de rockets diários. Até os Egípcios condenaram as Hamas.

5) “Mas as Hamas foram eleitas democraticamente – porque Israel não as aceita?”
Hamas ganhou as eleições Palestinas, tomou Gaza á força num processo em que, matou muitos dos seus membros rivais das Fatah. Isto é democracia? Em qualquer dos casos, Israel de facto reconhece as Hamas como poder em Gaza, mas Israel não lançou o ataque, porque Hamas é o governo, mas sim, porque é um grupo de terroristas, que tem alvejado populações civis com milhares de rockets desde há oito anos e ainda não cessou de o fazer.

6) “Israel atinge civis”

Quer dizer que, “um dos mais poderosos exércitos do mundo” tem estado a bombardear Gaza, com ataques aéreos intensivos, lançando centenas de bombas e causando a morte a um total de 50 civis no lugar mais concentrado de pessoas do mundo”?
Há duas opiniões aqui: A) O exército Israelita não tem como alvo civis, ou B) Erro dos pilotos Israelitas. Eu opto pela opção A.

Na verdade, Israel faz um esforço enorme para não causar casualidades. Utiliza armamento de precisão e técnicas especializadas. De facto, nenhum País no mundo faz isto melhor do que o Estado de Israel.

28.12.08

O legítimo direito de Israel

Há muito, que Israel se continha em retaliar. A continuidade diária de rockets sobre Israel nunca parou desde há anos. Desde 2005, que Israel foi alvo de 6000 rockets. Israel emitiu sinais de aviso. Israel consultou países e finalmente agiu em defesa dos seus cidadãos e território. A resposta tardou, mas chegou. Á média de dezenas de rockets diários, prejuízos materias, pessoas traumatizadas, feridas e mortas, Israel foi forçado a intervir militarmente. O Hamas não reconhece a linguagem diplomática, mas a militar, infelizmente. Nesta resposta, Israel não o faz de ânimo leve, mas com o cuidado de causar o mínimo possível de baixas civis, uma vez, que os elementos das Hamas se utilizam também de instalações civis e se refugiam entre a população civil. Os alvos são instalações militares ou policiais do Hamas, rampas de rockets, terroristas e toda a infraestrutura desta organização terrorista.

Agora pergunto eu: Qual o governo, que não defende os seus cidadãos e o seu território?

Israel está também no seu direito de o fazer, quer seja proporcional ou desproporcionalmente, aliás, estas palavras são quanto a mim, simplesmente jornalísticas. Que dizer então, dos lançamentos diários de rockets contra a população israelita por um período de 3 anos e sem a condenação das Nações Unidas, de reuniões da mesma para protestarem contra e sem imposição de sanções ou acções contra estes grupos terroristas, que neste caso é um governo de um povo chamado palestino? E que dizer do Irão, que os treina, equipa e os suporta financeiramente? Os ataques suicidas, que dizer deles? Será proporcional ou desproporcional?

A opinião pública mundial alguma vez foi informada pela imprensa internacional, de quantas pessoas israelitas ficam traumatizadas, inclusivé, crianças, com tanto rocket, sirenes, correrias para os abrigos e sonos pesados, etc ? E quem paga os estragos causados por esses mesmos rockets? Porque será, que só falam sobre Gaza? E porque será, que se publicam na imprensa foto-montagens com o intuíto de prejudicar a imagem de Israel? Quanta falsidade corre pela internet em detrimento do Estado Judaico? Chamo eu, falsidade, mentira e incitação enganosa, é o que é.

A tendência de parte da imprensa internacional tem sido sempre em detrimento do Estado de Israel e em favorecimento de organizações terroristas islâmicas, mas nunca da verdade. E a verdade é só uma – Israel tem sido diariamente provocado não só pelos grupos terroristas das Hamas e Hezbulah, mas também por alguma imprensa tendenciosa internacional.

Qual foi o meu espanto assistir a uma declaração natalícia, no canal 4 em Inglaterra, pelo presidente iraniano dando uma bofetada verbal aos cristãos sobre a sua cristandade . “Se Jesus aparecesse entre vós ficaria entristecido pela falta de conectividade, que vocês têm com Deus”. Que espanto!!!! Um indivíduo, que não se importava de liquidar todos os judeus, que refuta a veracidade do holocausto e propaga o ódio contra judeus e cristãos. Que moralista é esta personagem!!! É ele, que autoriza o treino no seu território de bandos terroristas islâmicos, financia e apoia-os logisticamente, como por exemplo Hamas e Hezbulah. Por acaso, o cristão pode circular e abertamente praticar o cristianismo no seu país? Jamais. Quanto a mim,terá sido uma irresponsabilidade para o canal 4 Inglês, permitir a esta personagem intervir televisivamente num dia religioso cristão, como o é o Reino Unido, com uma mensagem condenatória contra os cristãos!!! Será, que no seu País permitiria o mesmo a um presidente cristão e num dia com expressividade religiosa para o Islão, como o é o Natal para os cristãos? Jamais. Mas em Israel as 4 principais religiões do mundo têm liberdade de práctica e opinião. RESPEITO é o que se faz em Israel, o povo Judeu e a Torah nos ensina.

Enquanto, a verdade não for reposta por essa imprensa, os ódios continuarão acesos contra o Estado de Israel e o povo Judeu. Mas, a verdade sempre virá ao de cima. Leva tempo, mas chega. Assim foi também a resposta de Israel...levou tempo, mas apareceu.

27.12.08

Resposta de Israel ao Hamas

Escalada a Sul de ISRAEL

27.12.08

A razão: os contínuos e intoleráveis ataques terroristas a um quarto de milhão de cidadãos Israelitas.

O Hamas resolveu recentemente quebrar a trégua intermediada pelo Egipto. Só nos últimos dias, o Hamas e os seus parceiros dispararam centenas de mísseis e morteiros a centros populacionais no Sul de Israel. Após um período de grande comedimento por parte de Israel e de uma tentativa para voltar à calma, a situação obrigou a uma acção militar para defesa dos seus cidadãos. Um quarto de milhão de Israelitas tem vivido sob constantes ataques terroristas provenientes da Faixa de Gaza com milhares de mísseis a serem disparados desde há oito anos. Nenhum país no mundo estaria disposto a aceitar este morticínio sobre os seus cidadãos.

O objectivo: dar um golpe pesado à infraestrutura terrorista do Hamas e proteger os cidadãos de Israel. Enquanto que a acção militar destina-se a proteger os residentes do Estado de Israel, o seu objectivo último é atingir duramente a crescente infraestrutura terrorista e a capacidade do Hamas e organizações que lhe estão associadas, de lançar mísseis e morteiros a cidadãos Israelitas. Se o Hamas renunciasse aos seus propósitos terroristas, não haveria qualquer necessidade de tomar esta acção. Tal como temos vindo a afirmar repetidamente - a calma será respondida com a calma, mas o terrorismo terá uma resposta.

A responsabilidade: a deterioração da situação é o resultado directo da política do Hamas. Violou a trégua, ataca constantemente cidadãos Israelitas e investe todos os seus recursos em armar-se e agregar poder pela violência. A trégua mediada pelo Egipto foi explorada pelo Hamas não apenas para empregar medidas contra Israel mas também para ganhar força e armar-se com poderosos meios bélicos, intentando aumentar a sua capacidade terrorista e expandir o alcance da sua ameaça contra cidadãos Israelitas. Isto toma a forma de contrabando e produção de milhares de mísseis de vários tipos e dimensões (incluíndo anti-tanque e anti-ar) e de um distinto esforço para aumentar o poder letal dos seus rockets; contrabandeando e produzindo dezenas de toneladas de explosivos, cargas e armamento diverso - metralhadoras, armas e munições ligeiras; preparação de um sistema de túneis subterrâneos para contrabando e combate; treino de operacionais no Irão e na Síria; conseguindo financiamento para as suas actividades e aliando-se a organizações terroristas internacionais semelhantes. Israel não pode permitir o estabelecimento de uma organização similar ao Hezbollah na sua fronteira sul. Os residentes de Gaza são reféns da agenda extremista do Hamas.

O governo usará de todas as ferramentas ao seu dispor para providenciar os serviços essenciais aos residentes no sul. O Home Front Command, os Ministérios, as autoridades locais e as forças de segurança, emergência e salvamento estão preparados para uma acção imediata. A guerra ao terrorismo que se desenrola, requer persistência dos cidadãos Israelitas apesar das inerentes dificuldades.

Israel não deseja uma crise humanitária. A autoridade do Hamas na Faixa de Gaza é a única causa do sofrimento e desespero da população e da deterioração da sua situação. Há apenas alguns dias atrás, o Hamas evitou que bens humanitários entrassem em Gaza provindos do Egipto. Para fins meramente comparativos, nos primeiros meses de calma, 17.000 camiões entraram em Gaza em oposição aos 9.000 num período de tempo similar antes da trégua.

A organização terrorista aproveita-se dos centros populacionais Palestinianos, explorando-os cinicamente pelo que a responsabilidade de civis Palestinianos serem atingidos é sua. Israel aponta a sua actividade aos terroristas fazendo o máximo possível para não atingir inocentes. O Hamas leva mulheres e crianças para os telhados dos edifícios onde albergam as suas actividades para prevenir ataques aéreos; envia civis para a linha de fogo; utiliza escolas e mesquitas para perpetrar ataques; dispara mísseis de centros densamente povoados; enviam mães Palestinianas assassinarem crianças Israelitas em ataques suicidas. Omar Fathi Ahmad, um membro parlamentar do Hamas afirmou numa entrevista televisiva (Fevereiro de 2008) " O Povo Palestiniano desenvolveu os seus próprios métodos de matar... tornou-se uma indústria... tornou mulheres, crianças e idosos em escudos humanos."

A maioria dos países no mundo e as Nações Unidas declararam o Hamas como organização terrorista, boicotando todos os contactos com a mesma. Esperamos que as nações do mundo apoiem a guerra de Israel contra esta organização e se juntem a nós. O próprio Presidente Palestiniano Abu Mazen afirmou recentemente numa entrevista que o Hamas ajudou a Al Qaeda a entrar em Gaza; e o Presidente do Egipto expressou o seu receio da seguinte forma: "devido à situação na Faixa de Gaza, temos na verdade uma fronteira com o Irão".

Ao mesmo tempo que combate o terrorismo, o Governo Israelita está deliberada e abertamente a manter um processo político com o governo Palestiniano eleito, encabeçado pelo Presidente Abu Mazen e Primeiro-Ministro Fayyas. O Hamas opõe-se a estas negociações e a qualquer compromisso com Israel, constituindo um elemento instável na região.

Israel está preparado para responder duramente a qualquer ataque ou provocação na região. Esta é uma luta entre Israel e elementos terroristas que agem contra cidadãos de Israel. Israel retirou-se totalmente da Faixa de Gaza em 2005 para permitir ao Palestinianos viverem as suas vidas em Paz lado a lado com Israel. Neste processo, Israel evacuou todos os colonatos e bases militares e 9.000 residentes que habitavam na área. Contudo, desde que o Hamas assumiu o controlo da região, sujeita os cidadãos de Israel a constantes ataques dentro de território soberano Israelita, numa flagrante violação da lei internacional.

O Hamas pertence à escola de elementos extremistas que advogam a violência como o Irão, a Síria, Hezbollah, Al Qaeda, a Jihad Islâmica e outros. Isto é manifesto em instruções para continuarem a levar a cabo atentados terroristas, treino e exercícios, contrabando de armas, etc. Numa entrevista ao Sunday Times, publicada a 9 de Março deste ano, um oficial do Hamas afirmou "A Guarda Revolucionária Iraniana tem vindo a treinar operacionais do Hamas em Teerão desde que Israel se retirou da Faixa de Gaza, em tácticas de guerra e armamento. Os operacionais retornam a Gaza com técnicas muito avançadas, muito semelhantes às utilizadas pelo Hezbollah."

Pensamento da Semana

“Se se sente como estando dentro de um buraco, a primeira coisa a fazer é parar de cavar!”

Pelo que lutavam os Macabeus?

Amanhã acenderemos a última vela de hanuka, a oitava, ao entardecer, dia 28 de dezembro.

Pelo que lutavam os Macabeus?

Os Judeus não lutaram contra os gregos por independência política, e Hánuca não pode ser entendida como uma versão antiga da guerra entre Israel e os árabes. Hánuca comemora uma batalha religiosa.

Os gregos eram governantes benevolentes, trazendo a civilização e o progresso a todos os lugares que conquistavam. Eram ecuménicos e tolerantes e até criaram um panteão de deuses, no qual aceitavam incluir os deuses dos seus conquistados. A sua única exigência era a aculturação dos conquistados dentro do caldeirão da cultura, civilização e religião gregas.

A comunidade Judaica estava dividida em relação a esta proposta. Alguns acreditavam ser a assimilação positiva, uma influência modernizante, e deram as boas-vindas à sua liberação do paroquialismo Judaico. Se opondo a isto e liderados por Yehuda, o Macabeu, havia um pequeno grupo preparado para lutar e morrer para preservar o verdadeiro Judaísmo (o nome Macabeué um acrónimo, em hebraico, do versículo bíblico Quem é como o Senhor entre os outros deuses, ó Todo-Poderoso?).

Não foi uma guerra por princípios abstratos de tolerância religiosa. Foi uma batalha contra a assimilação, lutada por pessoas para quem a Torá era a sua vida e a sua inspiração. Estaríamos nós com os Macabeus ou iríamos, também, ter pensado que a assimilação era o caminho para o futuro? Será que lutaríamos hoje pelo Judaísmo, prontos para morrer pelo estudo da Torá e pelo cumprimento do Shabat?

Enfrentamos hoje uma crise de identidade tão séria como aquela confrontada há 2.500 anos atrás. Será que atravessaremos este século como uma comunidade religiosa ou meramente como um tempêrono grande Caldeirão Ocidental? Hánuca chama-nos ao combate à assimilação e à luta pela nossa herança e valores.

Lembram-se do fim da história? Finalmente triunfantes, os Judeus capturaram Jerusalém e re-consagraram o Templo (um dos significados da palavra Hánuca é consagrar, tornar algo sagrado, e se refere a este acontecimento). Eles encontraram somente um frasco de azeite, suficiente para acender a Menorá por um dia, mas o azeite ardeu por oito dias, testemunhando que à nossa determinação foi acrescida uma força que não se consegue explicar com palavras, que difundiu os nossos esforços com um ardor e poder transcendentais. Acendam as velas, diz a festividade para nós. Ajam vigorosamente, ensinem, permaneçam, corajosamente e com determinação, e D’us irá acrescentar aos nossos esforços uma força, uma estabilidade e um brilho muito além das nossas capacidades de compreensão!

26.12.08

Porção Semanal: Mikêts


Mikêts inicia-se com o famoso sonho do faraó sobre sete vacas esqueléticas devorando sete vacas gordas, seguido por sete magras espigas de cereal devorando sete espigas saudáveis.
Quando os seus conselheiros e necromantes foram incapazes de resolver adequadamente a intrigante charada, o faraó chamou Yossef (José), que havia estado na prisão por um total de sete anos, para interpretar os seus sonhos. Creditando o seu poder de interpretação unicamente a D'us, Yossef diz ao faraó que, após viverem sete anos de extraordinária abundância nas colheitas, o Egipto será assolado por sete anos de uma escassez devastadora.
Yossef aconselha o faraó a procurar um homem sábio para presidir a coleta e o armazenamento de grande quantidade de alimentos durante os anos de fartura. Impressionado pela brilhante interpretação, o faraó designa Yossef para ser o vice-rei do Egipto, fazendo dele o segundo homem na hierarquia do país.
A mulher de Yossef, Asnat, dá à luz dois filhos, Menashê e Efraim, e os anos de fartura e escassez acontecem como Yossef havia predito.Com a fome abatendo também na terra de Canaan, os irmãos de Yossef vão ao Egipto para comprar alimentos. Como não reconhecem o seu irmão, Yossef põe em acção um plano para determinar se eles se arrependeram totalmente pelo pecado de tê-lo vendido quase vinte anos atrás.
Yossef age com indiferença e acusa-os de serem espiões, mantendo Shimeon como refém, enquanto o restante dos irmãos retorna com os alimentos para Canaan. Yossef, ainda não sendo reconhecido, conta-lhes que Shimeon será libertado apenas quando retornarem ao Egipto com o irmão mais novo. Relutante a princípio, mas confrontado pela escassez crescente, Yaacov finalmente concorda em permitir aos filhos que levem Binyamin com eles. Ao chegarem ao Egipto, Yossef testa ainda mais os irmãos, tratando bem a todos, mas mostrando um grande favoritismo por Binyamin.
Quando os irmãos finalmente voltam para casa com os baús repletos de cereais, Yossef esconde a sua taça na sacola de Binyamin e este é acusado de ter roubado o precioso objecto. A porção termina com a ameaça pendente de que Binyamin será feito escravo do governante egípcio.

Mensagem da Parashá

Ao descrever os talos saudáveis no "sonho do trigo" do faraó, diz a Torá: "E vejam, havia sete sadias e boas espigas de grão crescendo num único talo" (Bereshit 41:5)
É interessante notar que a respeito das magras espigas de grão, a Torá não menciona que cresciam num único talo. Não parece provável que esta diferença fosse inconsequente, pois sabemos que cada detalhe mencionado na Torá é importante e não deve ser deixado de lado. Assim, permanece a dúvida: porque a Torá descreve as boas espigas como crescendo num só talo e omite este detalhe a respeito das espigas doentes?
O Otzar Chaim propõe uma solução engenhosa para esta discrepância. Explica que podemos, de facto, aprender uma importante lição desta diferença na descrição: que aquilo que é bom e significativo tende a se fundir e ficar junto. Entretanto, aquilo que é mau e sem propósito não pode tolerar a harmonia e a concordância. Por esta razão, as espigas boas e saudáveis cresciam em um único talo. Devido à boa e pura disposição das espigas, era natural que se unissem para crescer em um só talo. Por outro lado, as espigas mirradas e doentes, naturalmente mostrando desarmonia, "escolheram" crescer em talos diferentes, porque na verdade, qualquer união do mal é apenas para o avanço das necessidades e desejos individuais.
É interessante notar que, quando alguém pesquisa o passado dentro de alguns milhares de anos da história judaica, percebe que esta mensagem é especialmente verdadeira. O povo judeu jamais representou mais que uma ínfima fracção da população mundial. Apesar disso, o povo judeu permaneceu, tem sobrevivido, e continua a ser ouvido neste mundo. Como isto é possível?
A lógica diria que o povo judeu, com todas as provações e sofrimentos destes anos, deveria ter desaparecido há muito. Mais especificamente, encontramos na história judaica casos de pequenos grupos de judeus enfrentando inimigos maiores e mais fortes. Mesmo assim, o povo sempre emerge vitorioso.
Poucos judeus a derrotarem um numeroso inimigo pode ser encontrado na história de Chanucá. Um pequeno número de soldados judeus levantou-se em rebelião contra o poderoso exército grego e conseguiu expulsa-los da Judéia. Este feito milagroso, provavelmente mais que qualquer outro evento, serve como um microcosmo da história judaica. Onde, então, está o segredo do nosso sucesso?
Poderia parecer que a resposta se encontra nos conceitos acima mencionados. Quando um número de indivíduos se reúne para fazer o bem, naturalmente formarão um grupo coeso. Na história de Chanucá, a missão de restaurar a ordem e a paz no Templo Sagrado e na terra da Judéia levou à formação de um grupo unido. E como diz um velho adágio, "cinco palitos unidos são mais fortes que dez palitos separados".
Os Macabeus, reunidos com o propósito do bem, puderam derrotar o exército grego que era composto simplesmente por indivíduos, cada um procurando em realizar os seus próprios desejos. Ocorre o mesmo com a nação judaica como um todo. Quando empreendemos uma missão sagrada, instintivamente formamos uma força invencível, que nos possibilita sobrepujar os nossos adversários. Este é o segredo do nosso sucesso.
Não é minha intenção diminuir a natureza miraculosa da vitória dos Macabeus. Não há dúvida de que a derrota dos gregos não teria acontecido sem a intervenção Divina. Estou apenas a propor o meio através do qual ocorreu o milagre. Por isso, entre as outras lições de Chanucá, podemos também extrair este importante ensinamento da Festa das Luzes.
Ao acendermos a Menorá e avistarmos todas as velas acesas - e percebermos, que embora cada vela individual emite apenas um pequeno brilho, todas as velas juntas formam uma espetacular exibição de fogo e luz - podemos então lembrar a mensagem de Chanucá: a sobrevivência do povo judeu.

25.12.08


Hoje, estamos no quarto (4º) dia. Assim, a 4ª vela está acesa. A festividade termina na próxima segunda-feira, que é o oitavo dia.


A História de Chanucá

A Ocupação Síria

Há mais de 2000 anos, o rei selêucida Antiochus III governava Israel. A princípio, ele tratava com bondade os judeus e lhes dava alguns privilégios; porém quando os romanos o derrotaram, Antiochus forçou os povos do seu império a fornecerem o ouro necessário para pagar os tributos romanos. O seu filho e sucessor, Seleucus IV, continuou a opressão.

Porém o pior conflito causado pela ocupação síria de Israel veio de dentro, com o crescimento do poder dos judeus "helenistas", que adoptaram a cultura grega idólatra. O Cohen Hagadol, Sumo Sacerdote, Yochanan, previu o perigo dessa influência. Enfurecidos por essa oposição, os helenistas tentaram fomentar o conflito entre o Rei Seleucus e Yochanan.

"Louco!"

Seleucus foi assassinado e o seu irmão Antiochus IV tornou-se rei. Um tirano cruel, Antiochus zombava da liberdade religiosa. Era chamado "Epifânio" (amado pelos "deuses"), porém um historiador contemporâneo, Polebius, chamou este rei perverso de "Epimanes", que significa "louco".

Esperando impôr uma religião e cultura comuns, Antiochus negou a liberdade religiosa aos judeus, suprimindo a Lei da Torá. Ele instalou o irmão de Yochanan em seu lugar, o helenista Jason, como ele chamava a si mesmo em grego – que passou a divulgar os costumes gregos no sacerdócio. No entanto, o seu amigo helenista Menelau expulsou Jason.
Enquanto isso, Antiochus empreendeu uma guerra bem-sucedida contra o Egipto. Roma exigiu que ele parasse, e ele cedeu. Em Jerusalém, nesse interim, espalharam-se boatos da morte acidental de Antiochus, e o povo rebelou-se contra Menelau, que fugiu.

Mártires

Antiochus soube da rebelião em Jerusalém; já furioso por ter as suas ambições frustradas no Egipto, enviou o seu exército para atacar os judeus, matando milhares. Emitiu então decretos severos proibindo a religião judaica, confiscando e queimando Rolos de Torá. Guardar o Shabat, realizar a circuncisão e cuidar as leis dietéticas eram agora castigadas com a morte. Apegando-se à sua fé, milhares de judeus sacrificaram a própria vida.

Matityahu…

Por fim, os soldados de Antiochus chegaram à aldeia de Modi’in. Construíram um altar na praça principal e exigiram que Matityahu, um sacerdote idoso e líder da comunidade, oferecesse sacrifícios aos deuses gregos. Ele recusou, professando a lealdade do seu povo ao pacto de D’us com Israel.

Quando um judeu helenista aproximou-se para oferecer um sacrifício, Matityahu agarrou a espada e matou-o. Os seus filhos e seguidores mataram muitos invasores e perseguiram os restantes, depois destruíram o altar. Matityahu sabia que Antiochus certamente enviaria soldados; então ele e um bando de seguidores fugiram rumo às colinas da Judéia.

…e filhos

À beira da morte, Matityahu pediu aos seus filhos a continuarem a sua luta. Um irmão, Shimon "o Sábio", os guiaria; outro os lideraria na guerra, Yehudá, "o Forte" – chamado Macabeu, um acrônimo do hebraico "Mi Camocha Ba’e-lim Hashem" – "Quem é como Tu, ó D’us".

Antiochus enviou Apolónio para eliminar os Macabeus. Embora maior e mais bem equipado, o exército de Apolónio foi derrotado pelos Macabeus, que agora derrotavam as tropas sírias. Antiochus decidiu mostrar o seu poder militar para esmagar o corajoso pequeno bando de judeus. Mais de 40000 soldados sírios foram enviados à luta. Após uma série de batalhas, os Macabeus venceram!

Uma pequena ânfora

Em seguida, os Macabeus foram libertar Jerusalém. Tiraram do Templo os ídolos ali colocados pelos sírios. Construíram um novo altar, consagrado a 25 de Kislêv de 3595 (165 AEC).

Os sírios tinham roubado a Menorá de ouro do Templo, portanto os Macabeus imediatamente fizeram uma nova, porém de metal menos nobre. Embora o azeite impuro pudesse ser usado para acender a lamparina do Templo, se necessário, eles insistiram em usar apenas a única ânfora de azeite com o selo do último Sumo Sacerdote justo, Yochanan.

Aquela pequena e única ânfora, contendo azeite somente para um dia, durou os oito dias, conforme comemoramos todos os anos: os Oito Dias de Chanucá.


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